A informação em devir(es):uma reflexão filosófica no contexto da(s) disciplinaridade(s)

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Introdução
As preocupações sobre devir remontam a antiguidade grega e atravessam séculos na construção do pensamento moderno e contemporâneo se configurando como questão eminentemente atual. Mais do que atual, o devir como aparato reflexivo da Filosofia é dialógico, de sorte que os filósofos, mesmo em períodos históricos da filosofia considerados distintos estabelecem conexões em processos antinômicos de convergência/divergência; redução/ampliação; relações/afastamentos de percepções que envolvem o devir.
Na antiguidade grega, por meio de Heráclito de Éfeso, o devir conquista efetivo espaço no seio da Filosofia, especialmente quando pondera que o devir é ser. Heráclito vislumbrava uma percepção que se contrapunha ao pensamento de outros filósofos como Parmênides que considerava uma segregação em ser e devir. Em seu fragmento 8 Parmênides destaca que “O que não é (o sendo), é o que nasce e morre, e já por si, não é Ser. Só o Ser é indivisível, imóvel em limites de grandes liames, sem princípio e sem pausa, necessário, inominado, enfim a “esfera bem redonda …pois a si de todo lado igual, igualmente em limites se encontra”.Para Parmênides, o devir é visto como movimento de aparência e pouca relevância, relacionado ao mundo sensível, enquanto o ser é visto como princípio norteador do processo de unidade e imutabilidade (o ser é, mas o devir não tem direito de ser, logo o devir não é).
Já Heráclito em seu fragmento 51 (1973) acreditava ser o devir o próprio constitutivo característico do ser, conforme destaca “Não compreendem como o divergente consigo mesmo concorda; harmonia de tensões contrárias, como de arco e lira”. Por meio de aforismos, Heráclito entende o devir como atributo de transformação que modifica o próprio ser (o ser se transforma constantemente e esse movimento de transformação é devir; logo, o devir é ser), conforme será discutido mais adiante.Quem confirma a autenticidade do devém heraclítico é Heidegger (2002) quando afirma que Heráclito é chamado de ‘o obscuro’. Mas ele é o iluminado, o claro.
Assim como o devir é visto como instrumento de transformação, a informação também preconiza seus processos de transformação histórica e filosófica. Por isso podemos considerar que a informação possui seus devires, especialmente no âmbito da Filosofia. A Filosofia da informação incide um devir conceitual, a informação que se transforma de forma constante e antinômica, conforme as necessidades do ser que provocam transformações no entendimento, no conhecimento do ser sobre si e sobre o mundo. O presente trabalho tem como condição problematizadora uma questão que pode ser discutida a partir da seguinte pergunta: Como e por meio de quais condições se caracteriza o devir filosófico da informação?
O trabalho tem como objetivo geral discutir sobre as variadas concepções de devir constituídas no seio da história da Filosofia, estabelecendo uma conexão com a informação. Temos ainda como objetivos específicos: a) refletir sobre as concepções de devir tendo como ponto chave filósofos como Heráclito, Hegel, Nietzsche, Bergson e Deleuze/Guatarri;  b) analisar o devir filosófico da informação como construto conceitual e o desiderato mimético da informação no contexto da Linguística e da Comunicação.

Da concepção de devir: uma reflexão baseada na história da filosofia
Devir tem sido um termo bastante utilizado entre os indivíduos, especialmente filósofos e pesquisadores. Todavia, é preciso atentar que a utilização de “devir” se ocupa de uma variedade de percepções filosóficas que o tornam uma temática complexa, plural e atrelada a uma perspectiva heurística.
Com efeito, considerando que devir se ocupa de uma variedade de percepções nos incita afirmar que não é um conceito universalizante que busca a generalização, mas prima pela singularidade, conforme afirma Zourabichville (2004, p. 48):  “Acima de tudo, devir não é uma generalidade, não há devir em geral: não se poderia reduzir esse conceito, instrumento de uma clínica fina da existência concreta e sempre singular, à apreensão extática do mundo em seu universal escoamento – maravilha filosoficamente oca. “

Podemos extrair algumas observações gerais sobre devir, além de sua singularidade e não generalidade, a saber: a) um devir está intrinsecamente ligado as práticas cotidianas, a existência concreta de um determinado indivíduo e/ou fenômeno; b) um devir se configura em uma mudança constante e extasiante, de modo que envolve sensivelmente a realidade concreta; c) um devir é concebido a partir de um entendimento teórico-conceitual mais efetivo mediante o pensamento filosófico; d) pensar um devir de forma singular reflete o pensamento e as ações de determinado indivíduo e/ou grupo diante de si mesmo e das perspectivas e limitações estabelecidas no e pelo outro.
Acreditamos que um devir possa ser entendido como o conjunto de características fundamentais concebidas pelo ser, assim como pelo mundo (suas realidades, diferenças e desejos), em seu transcurso por meio de um continuum movimento de transformações.  Destarte, acreditamos que o significado de devir aduz um conjunto de premissas teóricas, empíricas e filosóficas que auxiliam conceber postulados para a construção de sentidos nas ações humanas.  Para fundamentar de forma mais efetiva o conceito de devir indicamos alguns pressupostos da história da filosofia. De forma mais específica, podemos recorrer ao pensamento de grandes expoentes da filosofia, tais como: Heráclito de Éfeso (aproximadamente 540 a.C. – 470 a.C), Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900), Henri Bergson (1859-1941) e Gilles Deleuze (1925-1995)/Félix Guatarri (1930-1992).
Em Heráclito observamos que o filósofo grego do período helênico engendrou uma nova forma de pensar um devir como elemento de transformação e alteridade que se configura como uma perspectiva justa e necessária ao ser. Um devir pode ser atestado nos fragmentos de Heráclito quando afirma em seu fragmento 12 que “Para os que entram nos mesmos rios, correm outras e novas águas.” (Bornheim, 1994, p. 36) ou no fragmento 49 “Descemos e não descemos nos mesmos rios; somos e não somos.” (Bornheim, 1994, p. 39) e ainda no fragmento 91 “Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio.” (Bornheim, 1994, p. 41).  Os dizeres de Heráclito postulam um devir como princípio da causalidade humana mediante um desiderato de perspectiva concreta ao ser que está em constante processo de transformação. Em outras palavras, Heráclito contempla o devir como um fluxo de transformações antinômico (por exemplo, vida e morte; novo e velho) em constante conflito, mas em processo de convivência que engendra um ser modificado. Um devir contempla um constante conflito entre os opostos apresentando o mesmo ser, mas com uma nova configuração. Vale ressaltar que esse ser transformado por meio das oposições pode ser concebido como uma unidade dos opostos.
Por isso é que se um devir contempla a convivência conflitante entre os opostos deve ser visto como princípio na visão de Heráclito, pois agrega os fundamentos físicos e metafísicos para uma internalização do espírito e da matéria com vistas a um constante “tornar-se”. (Nietzsche, 2001).
O pensamento do devir Heraclítico inspirou várias correntes da filosofia moderna e contemporânea como Hegel (1973, p. 98) quando nos revela que “Não existe frase de Heráclito que eu não tenha usado em minha Lógica.” Hegel (1993) considera que o devir está diretamente relacionado ao contexto da superação dialética que desmistifica os processos de diferença no ser a partir da constatação de uma unidade (essência). Heráclito também inspirou os pensamentos do filósofo alemão Nietzsche (1995) que afirma ser o filósofo grego um dos grandes gênios da história da filosofia e justificador da cultura helênica. Sendo mais específico, Nietzsche (2006, p. 46-47) herdando os princípios de devir de Heráclito afirma que:

“Ninguém é responsável pelo fato de existir, por ser assim ou assado, por se achar nessas circunstâncias, nesse ambiente. A fatalidade do seu ser não pode ser destrinchada da fatalidade de tudo o que foi e será. Ele não é conseqüência de uma intenção, uma vontade, uma finalidade próprias, com ele não se faz a tentativa de alcançar um “ideal de ser humano” ou um “ideal de felicidade” ou um “ideal de moralidade” – é absurdo querer empurrar o ser para uma finalidade qualquer. Nós é que inventamos o conceito de “finalidade” … O fato de que ninguém mais é feito responsável, de que o modo do ser não pode ser remontado a uma causa prima, de que o mundo não é uma unidade nem como sensorium nem como “espírito”, apenas isto é a grande libertação – somente com isso é novamente estabelecida a inocência do vir-a-ser.”

Em Nietzsche, as relações e construções históricas (o que foi e o que ainda será) marcam um devir. Ademais, um devir significa um construto incisivo de afirmação de vida; um devir não pode ser considerado como evolução ou alcance de uma primazia do ser, de sorte que não se constitui como procedimento evolutivo. Um devir é imprevisível, já que não está ligado a um ideal em si, mas sim a realidade concreta do ser, o que engendra um conjunto de polêmicas e turbulências.   Com efeito, um devir não pré-determina a conjuntura dos processos históricos e nem estabelece planejamentos para princípios teleológicos. O devir, em Nietzsche, não aponta uma unidade no mundo e muito menos prima pelo estabelecimento de um início e um fim prévio. Um devir marca a diferença do ser humano em si mesmo e com o outro numa percepção de alteridade, o que significa dizer que um devir apresenta diferentes perspectivas do ser vinculadas ao emblemático postulado nietzschiano (1997) “torna-te o que és”. Este postulado de Nietzsche pode ser concebido, tanto através de erros, tentações, experiências, etc… quanto através das motivações e superações do ser que se efetivam a partir da construção e sustentação de opiniões, o que aproxima o homem a interiorizar seus pensamentos e encontrar a si mesmo. (Salaquarda, 1997).
Para tanto, o devir é rodeado de um perspectivismo humano que conota não apenas que o mundo admite uma pluralidade de interpretações, mas também que toda e qualquer interpretação tem origem no próprio mundo, sendo assim incapaz de transcendê-lo e determinar a sua “verdade”. O fluxo do devir é a manifestação de um mundo do ser. (Rocha, 2004). Sintetizando o pensamento de Nietzsche sobre devir Nobre (2003, p. 83) nos revela que “Em sendo, o homem é devir”. Já em Bergson o devir está associado a inteligência do ser em captar algumas percepções da realidade que sejam convenientes. Bergson (1979, p. 265) ressalta que: “Tomamos aspectos quase instantâneos da realidade que passa, e, como eles são característicos dessa realidade, basta-nos incluí-los ao longo de um devir abstrato, uniforme, invisível, situado no fundo do aparelho do conhecimento, para imitar o que há de característico nesse próprio devir. “

Bergson indica que o ser é movido por meio de pensamentos e ações. Todavia, é inerente que o pensamento vislumbra determinadas ações. As ações são pensadas e executadas por nossa inteligência, o que mostra ser o devir resultante de um espectro de apreensão da realidade característica do ser.
Desse modo, o devir em Bergson está diretamente associado a percepção de mimese,  de sorte que o ser busca apreender processos de imitação que caracterizam o devir, conforme as conveniências estabelecidas no plano de sua inteligência em suas mais diversas vicissitudes.  Bergson acredita que o devir se constitui em uma realidade constante e instável que permite a inteligência do ser selecionar suas ações contemplando suas perspectivas miméticas da realidade. Bergson (1979, p. 265) admite que “percepção, intelecção, fala, procedem de modo geral assim. Quer se trate de pensar o devir, de exprimi-lo, ou mesmo de percebê-lo, nada mais fazemos senão acionar uma espécie de máquina cinematográfica interior”.
Isso implica dizer que, para Bergson, o devir é tencionado a partir do momento em que o ser aciona mecanismos móveis da realidade, mas que existem apenas no âmbito abstrativo da inteligência. Em outras palavras, o ser busca conceber princípios conceituais e representativos da realidade a partir de uma recomposição artificial por meio de sua inteligência, com vistas a vantagem de se manipular a realidade sem dificuldade. (Bergson, 1979).

Finalmente, contemplando as idéias de Deleuze e Guatarri observamos ser um dos pensadores mais autênticos sobre devir na história da filosofia. Para justificar essa originalidade, destacamos dois aspectos: inicialmente, Deleuze faz uma diferenciação entre o devir e a mimese pondo em planos claramente separados as duas concepções, ampliando o pensamento bergsoniano, o qual toma como base teórica.  Em segundo lugar, Deleuze, separa a negação da diferença estabelecendo uma visão mais ampla ao pensamento hegeliano. Para Deleuze, o devir não é uma mimese, haja vista que indica uma realidade concreta. Deleuze e Guatarri (1997, p. 64): “É que devir não é imitar algo ou alguém, identificar-se com ele. Tampouco é proporcionar relações formais. Nenhuma dessas duas figuras de analogia convém ao devir, nem a imitação de um sujeito, nem a proporcionalidade de uma forma. Devir é, a partir das formas que se tem, do sujeito que se é, dos órgãos que se possui ou das funções que se preenche, extrair partículas, entre as quais instauramos relações de movimento e repouso, de velocidade e lentidão, as mais próximas daquilo que estamos em vias de nos tornarmos, e através das quais nos tornamos. “

Inicialmente, Deleuze estabelece uma diferença do devir para mimese em dois vieses: no sentido ontológico (não é imitar alguém) e no sentido da concretude de um determinado objeto (não é imitar algo) que vislumbra a percepção de uma forma. É possível observar que o devir deleuziano ocorre a partir das formas e do sujeito em um plano pré-individual que ocorre de maneiras infinitas. Para tanto, o devir é vislumbrado por meio de postulados antinômicos que estão para além das formas e dos sujeitos. Um devir se configura como uma prática concreta do real, ao contrário da mimese em que o ser busca através dela uma representação do real ou uma espécie de assemelhar-se a algo ou alguém que muitas vezes não está efetivamente cristalizado no seio da realidade ou apenas inspira simbolismos e apreensões convenientes da realidade por parte do ser.
No que se refere a separação entre negação e diferença Deleuze (2008, p. 92-93) afirma que:“A negação é diferença, mas a diferença vista do lado menor, vista de baixo. Ao contrário, endireitada, vista de cima pra baixo, a diferença é afirmação. Mas essa proposição tem muitos sentidos: que a diferença é objeto de afirmação; que a própria afirmação é múltipla; que ela é criação, mas também que deve ser criada, afirmando a diferença, sendo diferença em si mesma. Não é o negativo que é o motor. Mais ainda, há elementos diferenciais positivos que determinam, ao mesmo tempo, a gênese da afirmação e da diferença afirmada.”

Deleuze, em caráter inicial, converge com Hegel afirmando que a negação é diferença. Todavia, podemos observar que a negação é diferença apenas em um processo inicial de construção. De uma forma mais ampla a diferença pode ser vista como um processo de afirmação de vida.  Outrossim, essa afirmação tem múltiplas facetas, haja vista que tanto pode se configurar como instrumento de criação quanto pode ser criada como insumo que afirma a diferença em uma tessitura de alteridade, bem como em uma tessitura de diferir de si mesmo. Deleuze considera que a diferença pode ser dissociada da negação quando há uma afirmação que decorre de condições múltiplas e, especialmente, quando há uma diferença afirmada. Assim, é possível entender que o filósofo francês postula seu pensamento através de intercorrências que valorizam a afirmação que é diferida no próprio ser. Vale ressaltar que o pensamento deleuziano vai para além da dialética hegeliana, o que permite essa diferenciação mais explícita entre negação e diferença.

Os devires da informação: entre a percepção disciplinar da filosofia e as configurações miméticas da linguística e comunicação
Como observamos no tópico anterior, um devir tem significados diversos, conforme investigaram vários filósofos no transcorrer histórico da Filosofia, como Heráclito, Hegel, Nietzsche, Bergson, Deleuze, dentre outros. Mais do que isso, um devir possui significativa relevância para a constituição. Um devir pode se constituir no próprio ser.  A informação, com seus inúmeros conceitos e ocorrências, é um fenômeno instigante para ser pensado no contexto dos devires. A preferência pelo termo plural (devires da informação) se dá pelo fato de que acreditamos ter a informação uma variedade de devires que pode ser vislumbrada, tanto pelo teor das intercorrências teóricas, epistemológicas e aplicativas da informação, quanto pelo olhar do pesquisador que investiga a informação em suas variadas percepções epistemológicas e empíricas.
Desse modo, acreditamos que os devires da informação estão intrinsecamente concatenados a percepções disciplinares, o que caracterizam o ser informacional. Em outras palavras, caracteriza a informação como afirma Nietzsche (1981) como fenômeno de multiplicação ontológica.
Em primeira instância, podemos caracterizar que a informação possui alguns devires que se manifestam de forma ontologicamente multiplicada por meio dos campos do conhecimento e disciplinas em uma concepção epistemológica. Neste trabalho, identificamos e discutimos acerca do devir filosófico da informação.
Vale ressaltar que o presente trabalho não tem por finalidade fechar a discussão sobre os devires da informação. A pretensão aqui é conceber um foco temático que permita desenvolver uma reflexão acerca da informação em devir em torno de premissas teórico-epistemológicas referentes aos campos do conhecimento, especialmente a Ciência da Informação, que se constitui como campo do conhecimento para estudar os pressupostos epistemológicos, além das propriedades, fluxos e processos de informação. Isso significa dizer que os devires da informação possuem um efetivo alargamento teórico-prático e reflexivo-aplicativo.
Antes, porém, de adentrarmos no devir filosófico da informação é pertinente inserir o discurso sobre a configuração que se instala no âmbito da Linguística e da Comunicação que se expressam diante de seus construtos investigativos (linguagem e comunicação, respectivamente) que não chega propriamente a ser um devir, mas se encaixa como elemento mimético. Deleuze e Parnet (1998, p. 10) diferenciam devir de mimese quando afirmam que “Devir é jamais imitar, nem fazer como, nem ajustar-se a um modelo, seja ele de justiça ou de verdade. … Os devires não são fenômenos de imitação, nem de assimilação, mas de dupla captura, de evolução não paralela, núpcias entre dois reinos”.
Quanto a Linguística, observamos uma intersecção entre informação e linguagem, bem como temos uma marca que norteia seu caractere mimético: a representação que subsidia percepções miméticas no cotidiano de indivíduos, usuários e clientes, inclusive em centros de informação.
Como elemento epistemológico, técnico e profissional a representação pode ser vista como atributo mimético, de sorte que busca com as representações estabelecer uma aproximação com a realidade concreta do pensamento humano como comumente podemos observar em centros de informação através de representações fundacionais como a Catalogação (descritivas), Indexação (temáticas), Classificação (alfanuméricas), entre outras.
Outrossim, ainda podemos pensar o âmbito da representação como mimese por meio de representações desenvolvidas pelos seres humanos em suas vicissitudes diárias que vão desde delinear um caminho para um determinado local até a possibilidade de falar de si mesmo para outras pessoas. Neste caso uma imitação, conforme afirma Platão não é cristalizada como essência das práticas concretas do ser. Platão postula uma crítica da mímese por meio de um falseamento da verdade. (Reale, 2007).
No que se refere à mimese comunicativa podemos visualizá-la a partir dos pensamentos de Nietzsche (1888 apud Cortês 2010) quando afirma que: “Não se compartilham jamais pensamentos, compartilham-se movimentos, sinais mímicos, os quais são relidos, por nós, como pensamentos.”Essa mimese comunicativa entendida por Nietzsche está diretamente ligada a informação e seu desiderato comunicativo, pois a informação, como instrumento heteronômico (necessita de dois ou mais atores pra existir) implica no compartilhamento de movimentos por meio de imitações e/ou representações, visando adequar-se ao próprio pensamento e ao pensamento do outro. Por isso, um agir comunicativo através da informação possui uma marca eminentemente ligada a alteridade.
Na obra Além do Bem e do Mal, Nietzsche (1992, p. 168) amplia seu pensamento filosófico que nos permite dialogar simultaneamente com a mimese lingüística e comunicativa no seio da informação: “Palavras são sinais sonoros para conceitos; mas conceitos são sinais-imagens, mais ou menos determinados, para sensações recorrentes e associadas, para grupos de sensações. Não basta utilizar as mesmas palavras para compreendermos uns aos outros; é preciso utilizar as mesmas palavras para a mesma espécie de vivências interiores”

O discurso de Nietzsche é perfeitamente cabível no contexto da tríade mimética linguagem-comunicação-informação, especialmente por dois motivos, a saber: a) os contatos entre os seres necessitam de um procedimento de linguagem e comunicação que sejam compatíveis para que a informação seja exitosa, independente do contexto, local ou nível intelectual apresentado pelos seres;  b) pensar em linguagem e comunicação clara para conceber um desiderato informacional exige um pensamento de alteridade, isto é, é necessário pensar no outros para construir a tríade linguagem-comunicação-informação;  c) pelo tópico anterior, são muito relevantes os estudos integrados entre Linguística, Comunicação e Ciência da Informação.

Devir filosófico da informação: percepções baseadas em conceitos
O devir filosófico da informação representa uma importante atividade do pensar que concatena estudos integrados entre Filosofia e Ciência da Informação apresentando como objeto a informação, assim como suas propriedades, fluxos e processos. A Filosofia auxilia a Ciência da Informação na construção de pressupostos teóricos para conceber premissas e conceitos. Ressaltando que esses conceitos devem ser criados a partir de reflexões, observações e principalmente, nos processos de resolução dos problemas de informação. (Saracevic, 1992). Essa díade conceitos-resolução de problemas nos lembra o pensamento de Marx quando estabelece uma relação entre o homem, a informação e o trabalho no sistema capitalista em que o ser necessita de um provimento informacional que fortaleça seu corpo, memória e mente, com vistas a resolução de problemas. (Lojkine, 1995).
Um devir filosófico da informação compreende que um ser pode se constituir como sujeito e objeto em seu vir a ser de transformação em uma perspectiva dialógica, o que nos leva a caracterizar o caráter heteronômico da informação. A informação possui valores diferentes para os seres que concebem uma determinada interação que pode ser constatado após o momento dessa interação dependendo também das condições políticas, sociais, econômicas e intelectuais que a norteiam.
Entendemos que a relação entre Filosofia e Ciência da Informação busca um construto elucidativo para o conceito de informação. Todavia, investigar a Filosofia da Ciência da Informação nos remete a um devir inconcluso, haja vista as dificuldades e variedades filosóficas que norteiam o conceito de informação.  Inicialmente essa intempestividade de um devir filosófico (que se afirma como aparato conceitual) da informação apresenta um viés histórico. Esse viés histórico pode ser apontado por Capurro (1978) quando afirma que a descoberta das teorias chave da ontologia e da epistemologia gregas, baseadas nos conceitos de typos, idéa e morphé, estavam na origem do termo latim informatio. Novamente dialogando com Capurro  (2003) complementa que as raízes do termo informação foram mantidas através da Idade Média, mas desapareceram quando a ontologia escolástica foi substituída pela ciência moderna.

Desde aproximadamente o século XVI encontra-se o termo “information” nas línguas cotidianas do francês, inglês, espanhol e italiano, com o sentido que usamos hoje: ‘instruir, fornecer conhecimento’, sendo que o significado ontológico de ‘dar forma a alguma coisa’ tornou-se obsoleta. Shannon e Weaver tomaram como base o caráter epistemológico, desconsiderando as conotações semântica e pragmática. Através da mediação da cibernética e da ciência da computação aconteceu uma infiltração inflacionária deste termo em muitas ciências (por exemplo, física, biologia, psicologia, sociologia).
Capurro nos permite fazer uma série de observações em um devir filosófico da informação, a saber: a) a própria origem do termo informação como “dar forma a algo” não se configura conceitualmente como devir, pois o devir não busca dar forma a alguma coisa. b) o devir está preocupado com as transformações e configurações do ser em sua trajetória de forma infinita e não em se constituir como uma forma previamente estabelecida. O devir se constitui a partir das formas e do sujeito em relações antinômicas e infinitesimais daquilo que o ser se torna; c) na Idade Moderna, a informação pode ser reconhecida como movimento propriamente dito, já que não se preocupa mais com a forma em si, mas sim com o desiderato de compartilhar conhecimento (conteúdos), o que proporciona envolver o devir como ser; d) o transcurso histórico da informação nos revela transformações que vão se materializando e se solidificando em práticas cotidianas do ser, como atributo fundamental de construção de significados e conceitos, especialmente a partir dos séculos XIX/XX que vão indicando novos devires.
Em suma, os conceitos apresentados por Capurro nos levam a pensar o devir filosófico da informação como “um movimento que se desenvolve, através do tempo, rumo ao estabelecimento de algo ainda em formação”. (Gonzalez, Nascimento, Haselager, 2004, p. 196).Em seguida, a intempestividade do devir pode ser comprovada a partir de uma polêmica salutar para alavancar as reflexões sobre a Filosofia da Ciência da Informação concebida por Luciano Floridi (2002) quando levanta que a crise da identidade enfrentada pela Biblioteconomia e Ciência da Informação nas últimas décadas é resultado de uma tentativa equivocada de pensar a filosofia em níveis de resolução empírica, ou, o que dá no mesmo, pensar a Biblioteconomia e Ciência da Informação em nível de resolução filosófica.
Isso significa dizer que o devir filosófico da informação é um fenômeno eminentemente conceitual, pois incita elementos de criação e percepção para transformação do mundo. No caso, é a Ciência da Informação um campo específico para pensar a informação e seus conceitos sendo subsidiada e também interagindo com aporte teórico-epistemológico da Filosofia e de outros campos e disciplinas. Deleuze e Guatarri (1991) são claros defensores da percepção conceitual da Filosofia quando afirmam que o conceito é uma atividade:

a) o conceito é necessariamente assinado pelo estudioso (filósofo), o que lhe confere um significado autêntico (por exemplo, a Ideia de Platão; o Cogito de Descarte; o fenômeno de Husserl; o nada de Sartre, etc.);
b) todo conceito é multiplicidade, pois é constituído por um conjunto de componentes diversos, além de ser construído a partir de problemas;
c) todo conceito é histórico, já que está ligado a outros conceitos de um mesmo estudioso (filósofo) e a conceitos de outros estudiosos (filósofos) que são recriados;
d) todo conceito é uma heterogênese, pois se configura como “ordenação de zonas de vizinhança” ou, de forma mais clara, é uma convergência de seus componentes que permitem uma significação singular em meio as múltiplas possibilidades;
e) todo conceito é incorporal, uma vez que implica em um acontecimento, mas nunca a coisa propriamente dita, de modo que é contemplado como evento de manifestação do desejo;
f) o conceito é absoluto e relativo ao mesmo tempo. Absoluto em relação ao contexto de quem o cria e relativo por ligar a seus componentes e a outros conceitos; e g) Enfim, o conceito é devir.

Diante do exposto por Floridi e Deleuze, acreditamos que a Filosofia, por natureza, é uma área que busca a criação de conceitos que se dá em um nível de reflexão teórica e não de resolução empírica. Floridi nos revela, em seu pensamento, que um campo do conhecimento se constitui a partir de perguntas como o que significa a Ciência da Informação? Qual o objeto da Ciência da Informação? Qual a natureza da informação?  O pensar do filósofo italiano que se aprofunda na relação com o contexto metafísico seria uma forma de responder as perguntas em questão, atentando para a informação como fenômeno ontológico ideal diante das investigações na Ciência da Informação, além de agregar valor aos contextos de pesquisa já existentes na área como as tecnologias de informação e comunicação, gestão da informação, inclusive de suas metodologias e processos que contemplam a produção, circulação, mediação, acesso, uso da informação e outros.
Já Deleuze confessa uma “fuga” da reflexão metafísica, pois revela que a criação de um conceito não deve ser construída a esmo e distante do olhar concreto e cotidiano da realidade. Isso significa dizer que na Filosofia e/ou na Ciência da Informação, os conceitos (incluindo os conceitos de informação) devem ser elaborados atentando para os problemas existentes e as condições factuais apresentadas. Um conceito jamais deve ser teorizado de forma apenas reflexiva, distante do concreto para depois buscar resolver problemas. Ao contrário, o conceito se constitui no seio dos problemas e da concretude. Justamente por isso, o conceito de informação como pressuposto filosófico se apresenta como devir.
O ideário metafísico tradicional atribuído por Floridi procura os fundamentos do mundo na essência ideal do Ser a partir do seguimento de premissas da tradição da metafísica ocidental, na clássica pergunta “qual a natureza de x”? (Mostafa, 2010). Assim, o ideário metafísico de Floridi, no que toca ao devir filosófico da informação, se afasta consideravelmente do espectro da concretude e da diferença que se configura como marcas latentes do devir.  Em suma, podemos perceber que o devir filosófico da informação incide em uma tessitura que possui, por um lado, singularidade e, por outro, atribuições diametralmente opostas, visto que a informação em suas práticas e percepções cotidianas construídas pelo ser se transforma de forma agressiva e polêmica, mas o conceito mantém certa singularidade, sendo exatamente essa antinomia informação (conceito) e informação (prática), necessidade, ação reflexiva e aplicativa) que se polemizam de forma oposta ou paradoxal, mas apresentam um eterno retorno (união).

Considerações finais: o desiderato do devir filosófico da informação
Pensar o devir implica em reconhecer os processos de transformação do desejo do ser em suas atribuições concreta de alteridade, além do diferir de si mesmo. O devir, como movimento atribui um ser com diferentes atributos e características. Por isso, o ser não é mais o mesmo depois que passa por processos de transformação, sendo essa transformação componente cabal do devir. Logo, o devir também é ser.  A história da Filosofia subsidia várias reflexões sobre o devir, sendo possível perceber que o devir acima de tudo possui uma faceta conceitual, principalmente afirmada do ponto de vista filosófico e uma faceta empírica, concreta e factual que compõem as característica fundamentais do ser que se transformam mediante processos emblemáticos e polêmicos.
Com efeito, quando mencionamos o termo desiderato estamos associando aos desejos do ser. Acreditamos que um devir filosófico da informação está relacionado aquilo que desejamos conceituar como informação e/ou aplicar em nosso cotidiano. Como afirmam Deleuze e Guatarri (1997, p. 64) “É nesse sentido que o devir é o processo do desejo”. Se um devir da informação é movido pelo desejo significa dizer que este devir tem uma série de atributos, tais como: a) o ato de informar-se depende do outro, o que engendra a concepção de que o devir da informação é heteronômico e apelativo a alteridade; b) no processo heteronômico da informação o ser pode se constituir tanto como sujeito quanto objeto; c) o ato de informar-se é afirmado pela alteridade e péla diferença (diferir de si mesmo) promovendo transformações, o que caracteriza o devir; d) as transformações por meio do ato de informar-se necessitam de oposições e paradoxos que permitam a transformação do ser que ocorre por meio de questionamentos, convergências, divergências, críticas, etc.
Desse modo, a informação implica em um construto ontológico marcado por transformações que concebe um eterno retorno. O ser é único, mas o devir é multiplamente ontológico. Por isso é pertinente atentarmos para a frase de Marx de que o mundo precisa ser transformado. A afirmação de Marx nos remete a pensar que a transformação do mundo ocorre no estabelecimento da relação entre sujeito e objeto; teoria e prática ratificando a relevância do devir. De acordo com Luckács (1978) a essência do marxismo científico consiste em reconhecer a independência das forças motrizes reais da história com relação à consciência que os homens têm dela.
A Ciência da Informação é um campo do conhecimento capaz de conceber transformações no mundo por meio de seus postulados teórico-práticos, especialmente a partir das percepções de informação. Para tanto, é necessário pensar a informação como característica voltada para as necessidades ontológicas da humanidade, de modo acessível e distributivo, em seus variados suportes orais, digitais e/ou impressos.O devir da informação por meio de uma Filosofia da Ciência da Informação nos permite atentar para o fato de que a informação possui seus devires tecnológicos, educacionais, culturais, políticos, sociais, ambientais, etc.. Esses devires da informação nos revela que a informação é multiplamente ontológica e passível de reflexões e ações que integrem teoria e prática.
Podemos ainda constatar que o devir da informação também envolve produção, disseminação, mediação, acesso, uso e outros processos, o que evoca a relevância de uma Filosofia da Ciência da Informação que pense o devir como elemento conceitual e aplicativo para resolver problemas da sociedade, visando transformá-la em suas multiplicidades ontológicas. Em suma, a informação em devir nos faz viver e questionar o mundo de múltiplas formas, mas principalmente nos faz entender o concreto, o real evitando mimeses deslocadas da realidade e ainda nos apresenta perspectivas reflexivas e aplicativas para transformar o mundo.

Notas:

[1] A perspectiva heurística do devir pode ser concebida a partir das estratégias teóricas, empíricas e filosóficas utilizadas por estudiosos, com vistas a construção de percepções que reflitam o devir em um escopo social.
[2] O perspectivismo aqui tratado nos remete ao pensamento de Nietzsche de que o devir incita a manifestação do ser sob diversas óticas inserindo não uma rejeição ontológica, mas uma multiplicação ontológica, que se inicia em um nível consciente e chega a um nível inconsciente. Como afirma o próprio Nietzsche (1981, p. 243) “Todos os nossos atos são no fundo incomparavelmente pessoais, únicos, imensamente pessoais, nisto não há a menor dúvida, mas desde que os transcrevemos na consciência, não mais parece que assim seja…”.
[3] Mímese ou mímesis é um conceito construído desde a filosofia grega que se apresenta como característica sine qua non do ser, especialmente no contexto artístico. Um dos principais representantes na construção do conceito de mimese é Aristóteles (2004, p. 40) que nos revela a ideia de que “Ao homem é natural imitar desde a infância – e nisso difere ele dos outros seres, por ser capaz de imitação e por aprender, por meio da imitação, os primeiros conhecimentos –; e todos os homens sentem prazer em imitar”.
[4] Bergson faz uma associação mais relacional entre devir e mímese, enquanto Deleuze estabelece uma diferenciação explícita.
[5] Todavia, a transformação histórica do termo informação, incluindo sua origem, é postulada como devir, pois é um movimento intempestivo, fundante em sua oposição e nas múltiplas ações do ser.

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