Dois tipos de Realismo

zpztorbeton80

O conhecimento que formamos espontaneamente acerca do objeto não é uma cópia do real, um mero registro passivo, mas uma interpretação, uma construção fabricada pelo objeto e pela mente do sujeito/observador.

O chamado de Realismo Ingênuo corresponde à atitude natural do espírito humano que é a de aceitar como existente aquilo que o rodeia e de acreditar que conhece tal como é. O Realismo é uma teoria filosófica que declara que o sujeito, no ato de conhecer, capta o objeto como ele foi notado ou deduzido. Realismo ingênuo é a atitude sem exame e sem critica de quem considera as coisas como algo em si, independente de quem as conhece, delas se têm a representação. Praticamente confunde a representação, com a coisa representada. Assim a ideia ou representação formada pelo observador e usada como existente e independente da estrutura e ação do indivíduo: aceita a representação mental formada no cérebro como sendo a coisa real e própria.

A imagem mental do mundo é formada pelo homem comum. O realismo ingênuo é um estágio peculiar da infância. Geralmente o modo de interpretar aceito e usado quando criança é conservada para sempre na maioria das pessoas.

No decorrer da vida, a experiência pode – nem sempre – tornar as pessoas mais realistas e, portanto capazes de observar e pensar que as coisas imaginadas num certo momento não são como fantasiamos ou sonhamos.
A correspondência entre as impressões sensoriais e os símbolos estabeleceu-se em todos os campos da experiência. Ela é suficiente para as necessidades da vida cotidiana: as palavras e sentenças de uma linguagem falada ou escrita, correspondente a percepção, emoção etc., são aprendidas e utilizadas sem maiores questionamentos (realismo ingênuo).

O realismo ingênuo é uma atitude natural que corresponde a situação biológica da raça humana bem como do mundo animal. Uma abelha reconhece as flores por suas cores e aromas sem necessitar de filosofia. Na ciência há que se lidar frequentemente com fenômenos que ultrapassam a experiência cotidiana. Aquilo que se vê através de um microscópio de alta potência, aquilo que se percebe com o auxilio de um telescópio, de um espectroscópio ou de um dos vários dispositivos eletrônicos de amplificação é incompreensível sem uma teoria.

A suposição de que a coincidência de estruturas, reveladas pelo uso de órgãos dos sentidos diferentes e comunicável de um indivíduo a outro, não passa de uma causalidade e é improvável no mais alto grau. É este o procedimento normal do raciocínio científico, não só da ciência como também de qualquer pesquisa. Um arqueólogo, por exemplo, ao descobrir em dois países diferentes vestígios de cerâmica de formato idêntico, concluirá que isso não pode ser uma casualidade, mas pelo contrario, revelador de uma origem comum.

 

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