METAFÍSICA – CONTINUAÇÃO

tumblr_mqd6c1DL241rlysmlo1_1280

Aristóteles deu quatro definições para Metafísica:

“Indaga as causas e os princípios primeiros ou supremos”;

“Indaga o ser enquanto ser”;

“Indaga a substância”;

“Indaga Deus e a substância supra-sensível”.

1. As Causas e os Princípios Primeiros ou Supremos

Causas e princípios significam condições e fundamentos dos seres.

Há quatro causas:

Causa Material (Hylé), (De que é feito?);

Causa Formal (Morfe), (Sua forma ou essência); Estaticamente, o homem é matéria e forma, mas dinamicamente, se perguntássemos “como cresceu?”, “quem o gerou?”, “por que se desenvolve?”, então, surgem outras duas causas:

Causa Eficiente (Quem gerou?);

Causa Final (Por que foi feito?).

2. O Ser Enquanto Ser

O ser não tem apenas um, mas múltiplos significados.

Ser – tudo aquilo que não é um puro nada se encontra com pleno título de ser, seja uma realidade sensível, seja uma realidade inteligível.

Toda multiplicidade de significados do ser implicam referência comum a unidade, ou seja, referência à substância estrutural. Portanto, o ser é substância.

Aristóteles também procurou redigir uma tábua que reunisse

todos os significados possíveis do ser, distinguindo quatro grupos de significados:

O ser como categoria;

O ser como ato e potência;

O ser como acidente;

O ser como verdadeiro (e não como falso).

2.1 – O SER COMO CATEGORIA

Substância ou Essência (Mistura de Matéria e Forma);

Qualidade (São as qualidades e os defeitos);

Quantidade (Quantos? Muito ou Pouco);

Relação (Como ele é em relação às outras coisas?);

Ação ou agir (O que ele faz?);

Paixão ou Passividade (Como ele se desgasta?);

Onde ou lugar (Em que lugar fica, em geral, ou onde está agora?);

Quando ou Tempo (Quando e quanto tempo?);

Ter ou Posse (O que ele possui?);

Jazer ou Posição (Como ele está ou fica?).

2.2 – O SER COMO ATO E POTÊNCIA

Ato – é um ser plenamente realizado ou concretizado. Ex. a semente em relação à planta.

Potência – é um ser em potencialidade, um devir.  Capacidade   assumir ou receber a forma. Ex. o bronze é potência da estátua porque é capacidade efetiva de receber e assumir a forma de estátua.

2.3 – O SER COMO ACIDENTE

É o ser casual e fortuito (aquilo que acontece de ser). Trata de um modo de ser que não apenas depende de outro ser como também está ligado a ele por nenhum vínculo essencial.

Exemplo: é puro acontecer que eu esteja sentado, pálido etc., dado momento.  É tipo de ser que não é sempre, mas somente às vezes, casualmente.

2.4 – O SER COMO VERDADEIRO

É o tipo de ser próprio da mente humana que pensa as coisas e sabe conjugá-las como elas estão conjugadas na realidade ou separá-las quando elas estão separadas.

O ser (ou melhor, o não-ser) como falso é quando a mente conjuga o que não está conjugado ou separa o que não está separado na realidade.

Este tipo de ser é estudado na lógica.

3. O SER COMO SUBSTÂNCIA

O que é a substância, em geral?

Aristóteles define substância como sendo:

A matéria (hylé).  (Ex. A matéria que forma o homem é carne e osso);

A forma (morfe). (Ex. A forma do homem é a alma ou racionalidade).

Matéria e Forma – Aristóteles chama de sinolo – significando o conjunto constitutivo de matéria e forma. Forma é a essência de cada coisa e a substância primeira.

4. DEUS E SUBSTÂNCIA SUPRA-SENSÍVEL

Substância são as realidades primeiras, no sentido de que todos os outros modos dependem dela.

Se todas as substâncias fossem corruptíveis, não existiria absolutamente nada de incorruptível.

Mas o tempo e o movimento são incorruptíveis, ou seja, são eternos. E qual a causa ou princípio deles?

Ao analisar tal princípio, Aristóteles chega ao primeiro motor (Deus), que outra coisa não é do que a substância supra-sensível.

HILEFORMISMO

O hilemorfismo é a filosofia desenvolvida por Aristóteles de que todas as coisas consistem de matéria (hile) e forma (morfe). Por “matéria” entende-se um substrato (matéria prima) que só existe potencialmente, e que só existe em ato junto com uma forma.

A mudança das coisas é explicada por quatro tipos de causas:

O fator material, a forma, a causa eficiente e a causa final (ou propósito). Haveria quatro elementos básicos, terra, água, ar e fogo, cada qual tendo um par de qualidades distintivas: terra é fria e seca; água é fria e úmida; ar é quente e úmido; fogo é quente e seco.

Os elementos tendem a se ordenar em torno do centro do mundo, cada qual em seu “lugar natural”.

Se um elemento é removido de seu lugar natural, seu “movimento natural” é retornar de maneira retilínea: terra e água tendem a descer, ar e fogo tendem a subir.

O “movimento violento” envolve a remoção de um corpo de seu lugar natural, ou é o resultado do exercício de uma força por um agente.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s