A Estupidez é Infinita!

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Ignorância é não saber de algo; estupidez é não admitir sua ignorância.” (Daniel Turov)

 

O presidente do IPEA, Márcio Pochmann, tenta provar que Einstein estava certo quando disse que a estupidez humana é infinita (e ele estava mais certo disso do que do universo ser infinito). Pochmann defendeu a adoção de uma jornada semanal de trabalho de três dias com expediente de quatro horas. Não satisfeito, disse ainda que o Brasil deveria preparar seus cidadãos para começar a trabalhar depois dos 25 anos de idade. A esquerda parece nunca aprender: só consegue pensar em riqueza como um bolo fixo que precisa ser distribuído pelos burocratas “iluminados”. É a ideologia dos parasitas!
Essas estultices não são novidade. No passado, representantes de seis centrais sindicais lançaram uma campanha conjunta pela redução da jornada de trabalho, obviamente sem a redução dos salários, assim como pediram o fim das horas extras. Governos socialistas, como o do francês Jospin, já se aventuraram nestas águas turvas, apenas para verem resultados catastróficos, perda de competitividade e aumento da informalidade. Se as leis naturais de oferta e demanda pudessem ser “consertadas” com papel e caneta estatal, não haveria povo miserável nesse mundo. Bastava decretar a riqueza geral.
Os sindicalistas afirmam que tal medida iria gerar quase três milhões de empregos no país, mas como todo socialista, suas aparentes nobres intenções são inversamente proporcionais à lógica e realidade. Além disso, partem da rudimentar visão de riqueza estática, sendo necessário portanto apenas repartir de forma mais “eqüitativa” o que já existe. Toma-se a força o rendimento dos que estão empregados e gerando riqueza, e de forma compulsória distribuem para os demais. Nada mais arbitrário, injusto, e ineficiente. Tirar os bilhões de Bill Gates e Warren Buffett e distribuir, além de não ser justo, não cria riqueza, mas apenas dois novos miseráveis. Esquerdistas nunca souberam como se cria riqueza. A vida toda eles pensam apenas em tirar riqueza dos outros. É a ideologia da extorsão!
Com uma lei dessas, ficaria praticamente vetado ser ambicioso, almejar crescer profissionalmente, subir na vida. O empregado dedicado, que acredita no seu esforço pessoal e pretende se sacrificar no curto prazo para colher os frutos no futuro, sairia fortemente prejudicado. Não mais poderia trabalhar horas extras, objetivando ganhos extras também. Teria que se contentar, por determinação de burocratas, com o número de horas arbitrariamente escolhidas pelo governo. E o empregador então, teria que não só empregar mais pessoas contra sua vontade e lógica econômica, como ficaria obrigado a manter os mesmos salários por menos horas trabalhadas. Por decreto, o governo tentaria alterar toda a lei econômica, gerando resultados absurdos, e colocando a nação em evidente desvantagem competitiva frente aos outros países mais liberais. Ataca-se o problema do desemprego e desigualdade penalizando o bem sucedido, tornando todos igualmente fracassados. É a idealização da inveja!
O “argumento” usado por Pochman – aquele que afastou Fábio Giambiagi do IPEA por motivos ideológicos – é o acúmulo de capital pelo sistema financeiro internacional, que ele chama de “produtividade imaterial”. Para ele, essa produtividade justifica a razão pela qual não há, do ponto de vista técnico, motivo para alguém trabalhar mais do que essas quatro horas diárias, três dias na semana. E atenção: isso veio daquele que deveria pensar no longo prazo da nossa economia! Talvez ele tenha em mente a máxima de Keynes, de que “no longo prazo estaremos todos mortos”. Ele deve estar apenas tentando antecipar este longo prazo, para matar todos logo de uma vez, na completa miséria.
A estupidez não é monopólio tupiniquim, ainda que por estas bandas a doença assuma ares de epidemia. O filósofo Bertrand Russell, em sua pior fase, defendeu idéia parecida em O Elogio ao Ócio. Ao longo da exposição de suas idéias no livro, Russell não consegue mais esconder seu viés autoritário, e reitera a necessidade da jornada de trabalho de quatro horas como forma de fazer com que o ócio possa ser desfrutado por todos. As pessoas trabalhariam apenas o suficiente para as necessidades básicas, seja lá quem define isso, e depois estariam “livres” para aproveitar o “real” valor da vida, definido pelo próprio filósofo. Um sujeito que trabalha mais de dez horas diárias pois assim optou, objetivando a recompensa desse esforço, estaria abolido do mundo de Russell. Ele estaria ameaçando o emprego de outros. Um egoísta! É a morte da meritocracia, em nome da igualdade na mediocridade compulsória. É o fim da escolha livre individual. É a escravidão pura e simples, resultado inevitável do comunismo, que o autor defende abertamente na obra: “No conjunto, estou de acordo com o propósito dos comunistas; meus desacordos se dão mais com relação aos meios do que com os fins”. Parece que o ócio, que Russell tanto elogia, não lhe fez muito bem. Ele abraçou os ideais comunistas. É a ideologia dos vagabundos!
Como fica claro, a estupidez não é uma exclusividade de Pochmann. Pessoas com renome internacional já foram acometidas por este mal. Mas creio que devemos dar o benefício da dúvida a Pochmann. Talvez ele não seja estúpido, e esteja defendendo uma idéia estúpida apenas por interesses particulares. Nesse caso, ele seria pérfido, mas não estúpido. Vai ver ele quer apenas que todos “trabalhem” tanto quanto ele e outros burocratas ligados ao PT. Assim, ele não ficaria tão mal na “foto”. Num país onde todos são igualmente vagabundos, por imposição estatal, os vagabundos passam a ser vistos como sujeitos normais. Basta destruir todo o sucesso para que a mediocridade seja alçada ao pódio. Não sei qual o caso de Pochmann, se é a estupidez ou a safadeza. Mas eis a minha sugestão: reduzir para zero a carga horária de Pochmann e demais burocratas aliados do PT. Mesmo bancando os parasitas, sai mais barato mantê-los na praia do que “trabalhando”. Vai que Pochmann apareça com uma idéia ainda mais brilhante que esta! Não vale a pena o risco…

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