O Pensamento

Pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sistema mental. Pensar permite aos seres modelarem o mundo e com isso lidar com ele de uma forma efetiva e de acordo com suas metas, planos e desejos. Palavras que se referem a conceitos e processos similares incluem cognição, senciência, consciência, ideia, e imaginação. O pensamento é considerado a expressão mais “palpável” do espírito humano, pois através de imagens e idéias revela justamente a vontade deste.

O pensamento é fundamental no processo de aprendizagem (vide Piaget). O pensamento é construto e construtivo do conhecimento.

O principal veículo do processo de conscientização é o pensamento. A atividade de pensar confere ao homem “asas” para mover-se no mundo e “raízes” para aprofundar-se na realidade.

Etimologicamente, pensar significa avaliar o peso de alguma coisa. Em sentido amplo, podemos dizer que o pensamento tem como missão tornar-se avaliador da realidade.

Segundo Descartes (1596-1650), filósofo de grande importância na história do pensamento, “a essência do homem é pensar”. Por isso dizia: “Sou uma coisa que pensa, isto é, que duvida, que afirma, que ignora muitas, que ama, que odeia, que quer e não quer, que também imagina e que sente. Logo quem pensa é consciente de sua existência, “penso, logo existo.”

Definição

Reações representativas causadas por estímulos de reações químicas internas ou factores ambientais externos.

Em linguagem comum, a palavra pensar cobre numerosas e diversas atividades psicológicas. É às vezes um sinônimo de “tender a acreditar”, especialmente se não for com total confiança (“Eu acho que vai chover, mas não tenho certeza”). Outras vezes denota o grau de atenção (“Eu fiz isso sem pensar” ou qualquer coisa que esteja na consciência, especialmente se isso se referir a alguma coisa fora do ambiente imediato (“Isso me fez pensar na minha avó”).

Características

O pensamento lógico se caracteriza por operar mediante conceitos e raciocínios.

Existem padrões que possuem um começo no pensamento e criam um final, isso acontece em milésimos de segundos, por sua vez milhares de começos e finais fazem disso um pensamento lógico; este depende do ambiente externo e para estar em contato com ele dependemos dos cinco sentidos.

O pensar sempre responde a uma motivação, que pode estar originada no ambiente natural, social, cultural ou no sujeito pensante.

O pensar é uma resolução de problemas. A necessidade exige satisfação.

O processo de pensamento lógico sempre segue uma determinada direção. Esta direção vai em busca de uma conclusão ou da solução de um problema, não segue propriamente uma linha reta e sim um formato zigue-zague com avanços, paradas, rodeios, e até mesmo retrocessos.

O processo de pensar se representa como uma totalidade coerente e organizada, no que diz respeito a seus diversos aspectos, modalidades, elementos e etapas.

O pensamento é simplesmente a arte de ordenar as matemáticas e expressá-las através do sistema linguístico.

As pessoas possuem uma tendência ao equilíbrio, uma espécie de impulso para o crescimento, a saúde e ao ajuste. Existem uma série de condições que impedem e bloqueiam esta tendência. O aprendizado de um conceito negativo de si mesmo é uma das condições bloqueadores mais importantes. Um conceito equivocado ou negativo de si mesmo deriva de experiências de desaprovação ou ambivalência que o sujeito passou nas etapas iniciais de sua vida.

Latência

O pensamento pode ser caracterizado por exigir períodos de latência, nos quais as atividades internas são suspensas ou interrompidas. Portanto, ele é somatório de atividades incluídas na elaboração de estudos, de processos superiores da formação de conceitos, os chamados conceitos cognitivos, da solução de problemas, do planejamento, do raciocínio e da imaginação.

O período de convergência do pensamento pode ser caracterizado no momento em que o indivíduo se vê frente a novas situações, cuja complexidade pode ser variável e para as quais não encontra esquemas de resposta pré-montados ou pré-estruturados pela aprendizagem e ainda, cuja resposta não é instintiva e sim, construída ou elaborada.

Pode-se definir o pensamento como a faculdade de formular conceitos, para os quais a atividade psíquica elabora os fenômenos cognitivos, imaginativos e planificativos, cujo grau pode ser algo distinto tanto dos sentimentos como das vontades.

 Na Filosofia

 “ O que é mais instigante nestes tempos instigantes é que ainda não estamos pensando. – Martin Heidegger

O movimento de fenomenologia na filosofia viu uma mudança radical na forma como entendemos o pensamento. A análise fenomenológica de Martin Heidegger da estrutura existencial do homem em Ser e Tempo lança uma nova luz sobre a questão do pensar, trazendo inquietação à cognição tradicional ou às interpretações racionais do homem que afetam o modo como entendemos o pensamento. A noção do papel fundamental da compreensão não cognitiva em tornar possível a consciência temática contribuiu na discussão em torno da inteligência artificial durante os anos 1970 e 1980.

A filosofia da mente é um ramo de idéias da filosofia analítica moderna que estuda a natureza da mente, os eventos mentais, funções mentais, propriedades mentais, consciência e seus relacionamentos com o corpo físico, particularmente o cérebro. O problema mente-corpo, isto é, o relacionamento entre a mente e o corpo, e comumente visto como a questão central da filosofia da mente, apesar de haver outras questões envolvendo a natureza da mente que não envolvem sua relação com o corpo físico.

O problema corpo-mente se preocupa em explicar a relação que existe entre a mente, ou processo mental, e o estado ou processo do corpo. O principal objetivo dos filósofos que trabalham nesta área é determinar a natureza da mente e dos estados/processos mentais, e como – ou mesmo se – a mente é afetada pelo corpo e pode afetá-lo.

Nossas experiências perceptíveis dependem dos estímulos que chegam nos nossos vários órgãos sensoriais do mundo exterior e esses estímulos causam mudanças no nosso estado mental, nos fazendo sentir algo, o que pode ser bom ou ruim. O desejo de alguém por uma fatia de pizza, por exemplo, tende a fazer com que esta pessoa mova seu corpo de uma maneira e direção específica para obter o que ele quer.

A questão é, então, como pode ser possível que experiências conscientes surjam de uma massa de matéria cinzenta dotada de nada além de propriedades eletroquímicas. Um problema relacionado é o de explicar como as atitudes proposicionais de alguém (por exemplo, crenças e desejos) podem causar que os neurônios desse indivíduo trabalhem e seus músculos se contraiam exatamente da maneira correta. Esses são alguns dos enigmas que têm sido enfrentados por epistemólogos e filósofos da mente desde pelo menos o tempo de René Descartes.

Classificação

Pensamento autista e realista: proposto por Eugen Bleuler, tem como base a relação com o ambiente interno e externo.

Autista: caracteriza as atividades internas não controladas por condições externas.

Realista: rigorosamente controlado pela realidade externa.

Pensamento de produção, reprodução e verificação: Donald Olding Hebb propôs a separação entre pensamento de produção e de verificação segundo o grau de impregnação lógica relevado pelo processo, e Norman Maier, a divisão entre pensamento produtivo e reprodutivo.

Produtivo: consequência da integração de experiências previamente não relacionadas

Reprodutivo: aplicação de experiências previamente adquiridas que conduzem a uma solução correta em nova situação de impasse.

Verificativo:

Pensamento intuitivo, analítico e sintético: proposto por Jerome S. Bruner, tem como base a origem do pensamento

Intuitivo: usa a intuição do indivíduo.

Analítico: consiste em decompor o todo, em partes mais simples, que são mais facilmente explicadas ou solucionadas.

Sintético: é a reunião de um todo pela conjunção de suas partes.

Pensamento dedutivo e indutivo

Dedutivo: vai do geral ao particular. É uma forma de raciocínio em que se atinge a conclusão a partir de uma ou várias premissas.

Indutivo: é o processo inverso do pensamento dedutivo, é o que vai do particular ao geral. A base é a figuração de que se algo é certo em algumas ocasiões, o será em outras similares, mesmo que não se possam observar.

Outros tipos de pensamento

Pensamento criativo: aquele que se utiliza da criação ou modificação de algo, introduzindo novidades, ou seja, a produção de novas idéias para criar ou modificar algo existente.

Pensamento sistêmico: é uma visão completa de múltiplos elementos com suas diversas inter-relações. Sistêmico deriva da palavra sistema, o que nos indica que devemos ver as coisas de uma forma inter-relacionada.

Pensamento crítico: examina a estrutura dos raciocínios, e tem uma vertente analítica e avaliativa. Tenta superar o aspecto mecânico do estudo da lógica.

Pensamento interrogativo: é um pensamento com o que se faz as perguntas, identificando o que interessa a alguém saber sobre um determinado tema.

Operações racionais

Análise – Divisão mental, ou seja, o pensamento se divide em duas formas, esquerda e direita. O lado direito pode pensar todo o negativo e o lado esquerdo todo o positivo.

Síntese – Se reúne todo o processo mental para logo ser analisado ou decorado.

Comparação – Estabelece semelhanças e diferenças entre objetos e fenômenos distintos da realidade.

Generalização – Processo no que se estabelece o comum de um conjunto de objetos, fenômenos ou relações.

Abstração – Operação que consiste em mostrar mentalmente certos traços, geralmente ocultados pela pessoa, distinguindo-se de pensamentos e anexos acidentais, primários e precedendo aqueles pensamentos.

Racional – É o pensamento humano quando conduzido de acordo com a razão, ou seja, o pensamento lógico, o raciocínio, livre das perturbações da emoção, do sentimento, etc.

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