Anticomunismo

Anticomunismo é um conjunto de idéias, correntes e tendências intelectuais que possuem em comum a negação dos princípios e idéias do comunismo e a oposição a todo governo ou organização que dê suporte prático ou teórico a esta ideologia.

O anticomunismo não é um movimento político coerente e unificado, sendo na verdade um conjunto heterogêneo de partidos políticos, ideologias, governos e escritores. Não há consenso, entre os anticomunistas, sobre a precisa definição do comunismo e identificação dos comunistas, nem em relação aos métodos para combatê-los. Ao longo do século XX, surgiram inúmeras correntes anticomunistas, de matrizes ideológicas diversas: democracia cristã, liberalismo, conservadorismo, fundamentalismo, fascismo, nazismo, integralismo, Doutrina de Segurança Nacional, etc.. Todas estas correntes concordam, no entanto, em identificar o comunismo como uma ameaça à propriedade privada e ao capitalismo. As posições anticomunistas variam muito, desde uma oposição restrita apenas ao partido comunista até um antagonismo contra toda a esquerda política, passando pela oposição ao marxismo, socialismo, sindicalismo, socialdemocracia, anarquismo e teologia da libertação.

O anticomunismo surge após a Revolução de Outubro, mas possui antecedentes na repressão aos movimentos socialistas do século XIX e na crítica conservadora ao Iluminismo, à democracia e à Revolução Francesa de 1789. Ao longo do século XX, vários regimes políticos adotaram leis e políticas anticomunistas. As ditaduras de extrema-direita foram as mais violentas nestas medidas, aplicando sistematicamente a prisão, tortura e o desaparecimento forçado contra militantes de esquerda e intensa propaganda anticomunista. Esses governos foram acusados de terrorismo de Estado.

História do anticomunismo

Guerra Fria

Nas décadas subseqüentes à Segunda Guerra Mundial, a política externa dos EUA assumiu explicitamente sua posição anticomunista, especialmente na presidência de Ronald Reagan, ainda que, nestes anos, jamais tenham cessado os diálogos diplomáticos entre este país e a URSS.

O anticomunismo nas igrejas evangélicas norte-americanas teve como um de seus principais representantes o evangelista Billy Sunday que, em certa oportunidade, defendeu o fuzilamento de comunistas.

O conservador Pat Robertson também pode ser considerado anticomunista. Alguns analistas entendem que a origem desse sentimento residiria no fato de que o protestantismo foi duramente perseguido durante os regimes comunistas do Leste Europeu. Isso aconteceu, por exemplo, com o pastor romeno Richard Wurmbrand e com refugiados batistas e menonitas que fugiram da antiga União Soviética.

Nova República

Alguns setores da Igreja Católica e movimentos afiliados (como a TFP-Tradição, Família e Propriedade) tiveram papel importante no repúdio ao comunismo no Brasil, principalmente nos anos pós-Segunda Guerra Mundial.

Entre os políticos, Roberto Campos foi um importante anticomunista. Atualmente, o escritor e colunista Olavo de Carvalho é considerado um notório anticomunista. Ao lado de Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi, são jornalistas mais engajados críticos do comunismo e da política de esquerda no país.

Anticomunismo na Igreja Católica

O Magistério da Igreja Católica sempre condenou oficialmente qualquer forma de comunismo, porque ela achava que o comunismo nunca poderia ser compatível com a doutrina católica:

Em 1846, o Papa Pio IX afirmou que o comunismo é:

sumamente contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana (Encíclica Qui pluribus).

 

Em 1878, o Papa Leão XIII disse que o comunismo é uma:

peste mortífera, que invade a medula da sociedade humana e a conduz a um perigo extremo (Encíclica Quod Apostolici muneris)

Em 1891, o Papa Leão XIII defendeu que:

a teoria marxista da propriedade colectiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública. (Encíclica Rerum Novarum, n. 7)

Em 1931, o Papa Pio XI comentou que:

ninguém pode ser ao mesmo tempo um católico sincero e um verdadeiro socialista revolucionário”

Em 1937, o Papa Pio XI criticou os bolchevistas e ateus que pregavam que o comunismo era o:

novo evangelho e mensagem salvadora de redenção

Ele considerou ainda que o comunismo era um:

Sistema cheio de erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana. (Encíclica Divini Redemptoris, n. 14)

Em 1949, a Igreja Católica, mais concretamente o Santo Ofício, emitiu o decreto contra o comunismo, que estipula que todos os católicos que sejam comunistas são automaticamente excomungados.

Em 1961, o Papa João XXIII defendeu que:

Entre comunismo e cristianismo, […] a oposição é radical, e acrescenta não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo moderado: quer porque ele foi construído sobre uma concepção da vida fechada no temporal, com o bem-estar como objetivo supremo da sociedade; quer porque fomenta uma organização social da vida comum tendo a produção como fim único, não sem grave prejuízo da liberdade humana; quer ainda porque lhe falta todo o princípio de verdadeira autoridade social. (Encíclica Mater et Magistra, n. 34)

O Catecismo da Igreja Católica afirma que:

A Igreja rejeitou as ideologias associadas, nos tempos modernos, ao “comunismo” ou ao “socialismo” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2425).

Memorial das Vítimas do Comunismo

O Memorial das Vítimas do Comunismo (em inglês: Victims of Communism Memorial) é um monumento localizado na cidade de Washington, nas imediações do edifício do Capitólio.

O objetivo deste memorial encontra-se expresso na sua respectiva inscrição: “Para os mais de cem milhões de vítimas do comunismo e para os que amam a liberdade.”

O Memorial das Vítimas do Comunismo foi inaugurado pelo Presidente George W. Bush, no 20.º aniversário do discurso de Ronald Reagan, junto ao Muro de Berlim.

Historial legislativo

A “Fundação do Memorial das Vítimas do Comunismo”, foi instituída em 1994, na sequência da aprovação unânime, a 17 de Dezembro de 1993, da Resolução H.R. 3000 (Secção 905) do Congresso dos Estados Unidos da América, apresentada pelos congressistas californianos.Dana Rohrabacher e Tom Lantos; Claiborne Pell, de Rhode Island e Jesse Helms, da Carolina do Norte, sendo posteriormente ratificada pelo presidente Bill Clinton (Public Law 103-199).

Devido ao atraso no processo de criação do memorial, a autorização legislativa foi alargada através da Public Law 105-277 (Secção 326) de 21 de Outubro de 1998, até 17 de Dezembro de 2007, cabendo à “Fundação do Memorial das Vítimas do Comunismo” a responsabilidade inicial pelo financiamento e planeamento da construção do memorial.

Fundamentação do memorial

Relativamente à quantificação do número de vítimas causadas pelos regimes comunistas, os autores do memorial basearam-se nas estimativas apresentadas pelo Livro Negro do Comunismo, bem como no cálculo do historiador da Universidade do Havai, R.J. Rummel.

Da lista de crimes dos regimes comunistas destacam-se os seguintes:

Dezenas de milhar de vítimas de execuções individuais e coletivas, sob a suspeita de oposição política e com ou sem julgamento sumário; repressão violenta de manifestações e de greves; assassinato de reféns e de prisioneiros de guerra, na Rússia, entre 1918-1922.

Cerca de 5 milhões de mortos por fome em consequência das requisições agrícolas, especialmente na Ucrânia, em 1921-1923. A fome foi usada como uma arma política por outros regimes comunistas além da União Soviética.

300.000 a 500.000 Cossacos exterminados entre 1919 e 1920.

Centenas de milhar de mortos nos campos de concentração, num total de 15 a 20 milhões de prisioneiros, entre 1930 e 1953.

690.000 pessoas arbitrariamente condenadas à pena capital durante o Grande Terror de 1936-1938. Deportação de outros milhares para os campos do Gulag. No total, entre 1 de Outubro de 1936 e 1 de Novembro de 1938, aproximadamente 1.565.000 pessoas foram detidas.

Cerca de 30.000 “kulaks” exterminados (campesinato rico) durante colectivização forçada de 1929-1933. Outros 2 milhões são deportados em 1930-1932.

Milhares de vulgares cidadãos da União Soviética acusados de cumplicidade com o “inimigo” e executados no período que precedeu a Segunda Guerra Mundial. Por exemplo, em 1937, cerca de 144.000 pessoas foram detidas, tendo 110.000 sido executadas por suspeita de contactos com cidadãos polacos residentes na União Soviética. Também em 1937, 42.000 pessoas foram executadas por alegados contactos com trabalhadores alemães na U.R.S.S.

6 milhões de ucranianos mortos por fome, no decurso do genocídio de 1932-1933 (Holodomor).

Centenas de milhar de Polacos, Ucranianos, lituanos, letões, estonianos, moldavos e de habitantes da Bessarábia, deportados em 1939-1941 e 1944-1945.

Deportação de 900 mil alemães do Volga, em 1941; de 180 mil tártaros da Crimeia, em 1943; de 521 mil chechenos e inguches, em 1944.

Deportação e extermínio de um quarto da população do Camboja, entre 1975-1978.

Dezenas de milhões de vítimas dos regimes totalitários de Mao Zedong, na China e de Kim Il Sung, na Coreia do Norte.

Numerosas vítimas em outras regiões do Mundo, como em África, Ásia e América Latina.

Condenação internacional dos regimes comunistas

Diversos países têm condenado os regimes comunistas e prestado homenagem às suas vítimas: Albânia; Bulgária; Camboja; Croácia; Eslováquia; Estónia; Etiópia; Geórgia; Hungria; Letónia; Lituânia; Macedónia; Polónia;  República Checa; Roménia; e Ucrânia.

A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa aprovou, em 25 de Janeiro de 2006, uma resolução de condenação dos crimes praticados em nome da ideologia comunista.

O Parlamento Europeu aprovou, em 22 de Setembro de 2008, a instituição do Dia Europeu da Memória das Vítimas do Estalinismo e do Nacional-Socialismo.

O Livro Negro do Comunismo

O Livro Negro do Comunismo: Crimes, Terror, Repressão é uma obra coletiva de professores e pesquisadores universitários europeus. O livro foi editado por Stéphane Courtois, diretor de pesquisas do Centre national de la recherche scientifique (CNRS), e seu lançamento ocorreu por ocasião dos 80 anos da Revolução Russa.

O Livro Negro faz um inventário da repressão política por parte regimes ditos marxistas-leninistas — incluindo as execuções extrajudiciais, as deportações e as crises de fome. Foi publicado originalmente em 1997, na França, sob o título Le livre noir du communisme: Crimes, terreur, répression.

Autores

O livro, editado por Stéphane Courtois, tem como autores os seguintes académicos e especialistas europeus:

Stéphane Courtois, diretor de pesquisas no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS).

Nicolas Werth pesquisador do Institut d’Histoire du Temps Présent (IHTP) em Paris]

Jean-Lous Panné, especialista em movimento comunista internacional.

Andrzej Paczkowski, director do Instituto de Estudos Políticos da Academia Polaca das Ciências e um membro da comissão arquivadora do Ministério Polaco dos Assuntos Internos.

Karel Bartošek (1930-2004), historiador checo e investigador no IHTP.

Jean-Lous Margolin, pesquisador da Universidade da Provença e do Instituto de Investigação do Sudeste Asiático.

Sylvain Boulougue, pesquisador associado do GEODE, Universidade de Paris X.

Pascal Fontaine, jornalista, especialista em América Latina.

Rémi Kauffer, especialista em história dos serviços secretos, terrorismo e operações clandestinas.

Pierre Rigoulet, pesquisador do Instituto de História Social.

Yves Santamaria, historiador.

Introdução

A introdução, a cargo do editor Stéphane Courtois, declara que “…os regimes comunistas tornaram o crime em massa uma forma de governo”. Usando estimativas não oficiais, apresenta um total de mortes que chega aos 94 milhões, não contando as mortes os decréscimos de população decorrentes da queda das taxas de natalidade. A estatística desagregada do número de mortes dado por Courtois é a seguinte:

20 milhões na União Soviética

65 milhões na República Popular da China

1 milhão no Vietname

2 milhões na Coreia do norte

2 milhões no Camboja

1 milhão nos Estados Comunistas do Leste Europeu

150 mil na América Latina

1,7 milhões na África

1,5 milhões no Afeganistão

10 000 mortes “resultantes das ações do movimento internacional comunista e de partidos comunistas fora do poder” (página 4).

O livro defende explicitamente que os regimes comunistas são responsáveis por um número maior de mortes do que qualquer outra ideologia ou movimento político, incluindo o fascismo. As estatísticas das vítimas incluem execuções, fomes intencionalmente provocadas, mortes resultantes de deportações, prisões e trabalhos forçados.

Uma lista parcial mais detalhada de alguns crimes cometidos na União Soviética durante os regimes de Lenin e Stalin descritos no livro inclui:

As execuções de dezenas de milhares de reféns e prisioneiros e de centenas de milhares de operários e camponeses rebeldes entre 1918 e 1922.

A grande fome russa de 1921, que causou a morte de 5 milhões de pessoas.

A deportação e o extermínio dos cossacos do Rio Don em 1920.

O extermínio de dezenas de milhares em campos de concentração no período entre 1918 e 1930.

O Grande Expurgo, que acabou com a vida de 690 000 pessoas.

A deportação dos chamados “kulaks” entre 1930 e 1932.

O genocídio de 10 milhões de ucranianos – conhecido como “Holodomor” – e de 2 milhões de outros durante a fome de 1932 e 1933.

As deportações de polacos, ucranianos, bálticos, moldavos e bessarábios entre 1939 e 1941 e entre 1944 e 1945.

A deportação dos alemães do Volga.

A deportação dos tártaros da Crimeia em 1943.

A deportação dos chechenos em 1944.

A deportação dos inguches em 1944.

O livro, entre outras fontes, usou material dos recentemente abertos ficheiros do KGB e de outros arquivos soviéticos.

Recepção

Sem surpresas, devido à natureza do assunto a que diz respeito, o livro desencadeou uma grande variedade de respostas, desde o apoio entusiástico a um criticismo severo.

Apoio

O livro negro do comunismo recebeu louvores dos meios de comunicação norte-americanso e britânicos, incluindo o Times Literary Supplement, New York Times Book Review, Library Journal, Kirkus Reviews, The New Republic, The National Review e The Weekly Standard.

O historiador Tony Judt, analisando o livro para o The New York Times:

Um compêndio de 800 páginas dos crimes dos regimes comunistas por todo o mundo, recolhidos e analisados em grande detalhe por uma equipe de especialistas. Os fatos e os dados, alguns deles bem conhecidos, outros confirmados há pouco em até agora inacessíveis artigos, são irrefutáveis. O mito dos fundadores bem intencionados – o bom czar Lenine e os seus perversos herdeiros – foi apagado de vez. Ninguém poderá mais clamar ignorância ou incerteza acerca da natureza criminosa do comunismo, e aqueles que começaram a esquecer serão forçados a relembrar de novo.

Anne Applebaum, autora de “Gulag: Uma História”:

Uma história séria dos crimes comunistas na União Soviética, Europa Oriental e Ocidental, China, Coreia do Norte, Camboja, Vietname, África e América Latina… ‘O livro negro’ de facto ultrapassa muitos dos seus predecessores em relatar a grande escala da tragédia comunista devido ao uso extensivo por parte dos autores dos recentemente abertos arquivos da União Soviética e da Europa Oriental.

Martin Malia, professor de história na Universidade da Califórnia, Berkeley, escrevendo para o suplemento literário do Times:

A publicação sensação em França neste inverno (1999) foi um austero tomo volume académico, ‘Le Livre Noir du Communisme’, detalhando os crimes do comunismo desde a Rússia, em 1917, ao Afeganistão, em 1989… ‘O livro negro do comunismo’ faz um balanço do nosso presente conhecimento acerca dos custos humanos do comunismo, baseado em arquivos quando possível, e quando não baseado nas melhores fontes secundária e com referência às dificuldades de qualificação. No entanto, apesar de austero, o seu impacto cumulativo é enorme. Ao mesmo tempo o livro dá uma série de importantes pontos analíticos.

Dúvidas sobre o número de vítimas

Não há consenso entre os historiadores sobre o número de vítimas da repressão nos países do bloco socialista. Alguns põem o número de vítimas muito mais alto do que no Livro negro, mas outros dizem que o número é mais baixo. Por exemplo, as estimativas para o regime de Estaline na União Soviética vão entre os 20 e os 60 milhões, e os de Mao Tsé Tung na China entre os 19,5 e os 75 milhões. Os autores do Livro negro defendem as suas estimativas para a União Soviética (20 milhões) e para a Europa de Leste (1 milhão) dizendo que usaram fontes que não estavam disponíveis a investigadores anteriores (os arquivos mencionados anteriormente). Ao mesmo tempo, os autores reconhecem que as estimativas para a China e outros países ainda governadas por partidos comunistas são incertas, uma vez que os seus arquivos ainda estão fechados. Nos anos recentes alguns autores publicaram estimativas progressivamente maiores das mortes provocadas por regimes comunistas; assim, livros recentes como Mao: A história desconhecida e Um século de violência na Rússia Soviética defenderam números de mortos mais elevados para a China e a Rússia respectivamente.

Outros pesquisadores criticam as estimativas excessivamente altas e desprovidas de fundamento empírico-documental, e estabeleceram números muito menores por meio de pesquisas em casos específicos. Para a ditadura stalinista, por exemplo, a análise estatística dos arquivos do aparelho repressivo soviético revelam 3 milhões de vítimas letais da repressão, tanto política quanto criminal: 800 mil execuções, 1,7 milhões de mortos dentro das prisões e campos de trabalho, e 350 mil mortos nos conflitos no campo durante a coletivização forçada da agricultura. Vickery, citado por Chomsky, calcula em 700 mil o número de mortes “acima do normal” durante a ditadura de Pol Pot, estipulando que uma boa porcentagem destas mortes foram provocadas pela fome provocada pela destruição da agricultura por bombardeios norte-americanos.

O professor da Universidade da Califórnia J. Arch Getty referiu que as fomes representam mais de metade dos 100 milhões de vítimas de Curtois. Este acredita que as mortes causadas por fomes provocadas, como durante o Holodomor, não são iguais ás mortes em trabalho forçado nos Gulags.  O número de vítimas de fome durante os desastres agrícolas e coletivização na União Soviética e na China também é controverso, havendo muitas discordâncias sobre a magnitude e as causas de ordem natural, política e econômica da fome.

Outro professor da Universidade da Califórnia, Mark Tauger, também discorda com a tese do autor de que a morte de um camponês da Ucrânia “vale a morte de uma criança no Gueto de Varsóvia”. Não interpreta o Holodomor como uma fome intencional e como genocídio. Esta é uma polémica em curso entre os historiadores. Por exemplo, Robert Conquest também vê esta fome, o Holodomor, como intencional.

Terror Vermelho

O Terror Vermelho na Rússia Soviética foi à campanha de prisões e execuções em massa conduzidas pelo governo Bolchevique. Na historiografia soviética, o Terror Vermelho é descrito como anunciado oficialmente em 2 de setembro de 1918 por Yakov Sverdlov e terminado aproximadamente em outubro de 1918. Entretanto, muitos historiadores, começando com Sergei Melgunov, aplicam este termo à repressões para todo o período da Guerra civil russa, 1918-1922. A repressão em massa foi conduzida sem um processo judicial pela polícia secreta, a Cheka, junto de elementos da agência de inteligência militar bolchevista, a GRU.

O termo “Terror Vermelho” foi originalmente usado para descrever as últimas seis semanas do “Terror” da Revolução Francesa, terminando em 28 de julho de 1794 (execução de Robespierre), para distinguí-lo do subsequente período do Terror branco (historicamente este período tem sido conhecido como o Grande Terror (em francês: la Grande Terreur).

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