A Historia da Linguagem Escrita e Falada e Gestual e o Analfabetismo funcional

A linguagem é um instrumento de que nos servimos para comunicar o que pensamos e sentimos… E nela construímos e fertilizamos a nossa imaginação. Isto é, a linguagem é um poderoso meio de transmissão e de aquisição de conhecimentos, mas igualmente um meio de criação, permitindo a possibilidade de regenerar-se e satisfazendo a apurada sensibilidade e veia artística dos que nela procuram espelhar a realidade intangível e fazer ouvir-se o eco da sua interioridade.

É evidente que, como qualquer organismo vivo, uma língua é fruto de alterações, de contaminações, de enriquecimentos e de empréstimos, que se sucederam e vão sucedendo ao longo do tempo. Neste sentido, é nosso propósito poder satisfazer, ainda que modestamente, o interesse dos estudantes e dos curiosos que, nas suas viagens ‘cibernáuticas’ pretendam encontrar respostas para algumas das suas dúvidas acerca da historia de evolução.

Consideração Gerais

Durante muito tempo, na história da educação, as diferenças lingüísticas foram compreendidas mais como deficiências de certos grupos, do que como características naturais de estudantes que eram provenientes de diferentes contextos e, portanto, representantes de diferentes universos culturais. A partir do momento que o homem passou dos sons guturais para palavras mais inteligíveis ele pôde passar seus conhecimentos para outros homens e seus descendentes, surgindo daí a história falada. Isso fez com que as gerações seguintes pudessem aproveitar as experiências dos antepassados e aprimorá-las, chegando ao alto progresso tecnológico de nossos dias.

A linguagem oral perdurou durante muito tempo como grande suporte para a preparação dos futuros dirigentes do poder dentro da sociedade. Mesmo com a descoberta da escrita, a aprendizagem se dava em forma de conselhos morais e compartimentais, no intuito de preparar o indivíduo para “falar bem”. Uma educação reservada à classe dominante. O homem percebe que a linguagem escrita poderá dá uma contribuição significativa no processo educacional. A escrita começa a fazer parte da vida do homem a partir dos escritos deixados pelos pais onde os filhos seguem suas orientações com obediência, assim se dava a transmissão da aprendizagem. A escrita abre novos horizontes, pois possibilita o homem por meio de um conjunto de sinais, símbolos e regras registrar a linguagem falada exprimir pensamentos, sentimentos e emoções. Ocorre a institucionalização da educação, inicialmente direcionada para os filhos de reis e outros jovens de sua escolha, com a orientação de um mestre. Depois se estende para os indivíduos que exercem a arte; recebe uma instrução intelectual.

Para as classes excluídas e oprimidos, sem arte nem parte nenhuma escola e nenhum treinamento, mas, em modo e em graus diferentes a mesma aculturação que desce do alto para as classes subalternas. Essa educação permanece imutável durante milênios. Mais tarde na Grécia, com a escrita alfabética surge um meio democrático de comunicação e de educação, e a escola escrita se abre tendencialmente a todos os cidadãos, com a fundação da escola pública. O uso da escrita difundiu-se rapidamente, podemos considerar uma das grandes guinadas na história da humanidade, pois possibilita o homem informar-se e comunicar-se através escritos, como: manuais, livros, jornais correspondência. A leitura e a escrita se intensifica com a invenção da imprensa por Gutenberg no século XV, motivou a expansão e circulação da informação promovendo a produção literária e científica.

Com o mercantilismo homem o sente necessidade de desenvolver novas técnicas e construir máquinas mecânicas (ábaco), que possibilite a realização de cálculos matemáticos mais confiáveis. A produção de imagens em câmaras também marca o desenvolvimento tecnológico, porque é graças a esse primeiro passo que ocorre a expansão e a utilização das imagens tão presentes nos dias de hoje. A tecnologia e a educação caminham em passos largos na, com o desenvolvimento tecnológico e o aperfeiçoamento da fotografia, do cinema e dos novos recursos de comunicação, a arte e técnica caminham juntas favorecendo significativamente a fotografia e a arte.

Linguagem Oral ou Falada

Língua falada é a forma de comunicação humana na qual palavras derivadas de um grande vocabulário (normalmente pelo menos 10.000) juntamente com diversos nomes são pronunciados pela boca. Todas as palavras são formadas por um conjunto limitado de vogais e consoantes, e estas palavras faladas são estruturadas em séries de orações e frases organizadas sintaticamente. O vocabulário e a sintaxe, juntamente com os fones que ela utiliza, definem sua identidade como uma língua natural específica. Pode ser descrita como a “língua por excelência”, ou a “língua viva”.

Existem algumas línguas humanas que contém seu próprio vocabulário e sintaxe mas que no entanto não são faladas, porém através de gestos. Línguas gestuais têm a mesma origem natural que as línguas faladas, e muitas vezes as mesmas complexidades gramaticais, porém utilizam-se das mãos, braços e rosto, no lugar da boca e de partes dela, como seu local de articulação.

Através da audição as pessoas adquirem conhecimento de sua língua materna, aprendendo-a a partir dos indivíduos que as cercam, geralmente suas mães. A língua falada é mais rica que o idioma escrito; transcrições de um discurso oral, por exemplo, mostrando diversas inflexões e hesitações que geralmente são omitidas de outras formas escritas de representação da fala, como roteiros.

Muitos idiomas falados são escritos. Mesmo hoje, no entanto, existem diversos idiomas no mundo que podem ser falados mas não têm uma forma escrita padronizada. Estas idiomas podem ser expressos de forma escrita através do alfabeto fonético internacional ou outras formas de transcrição. A língua oral é marcada por características que a diferenciam da língua escrita, como maior informalidade, mais redundâncias e menos conservadorismo, e consideravelmente maior espaço para renovação e criatividade.Até mesmo do ponto de vista da sintaxe, a língua falada geralmente tem seu próprio conjunto de padrões gramaticais, que pode ser bem diferente do que é usado na língua escrita. Em muitos idiomas, a forma escrita é considerada uma língua diferente, uma situação chamada de diglossia.

Apresentação

Tomando como ponto de partida a variação inerente a todo sistema lingüístico, procuraremos demonstrar como variação e mudança são dois processos intimamente relacionados.
Considerando que uma língua não se realiza uniformemente em todo o território em que é usada e apresenta variedades de ordem geográfica, social, etária, profissional, situacional, podemos concluir que a variação histórica é decorrência natural desse processo de diferenciação. Assim, o conceito de mudança lingüística deve ser encarado como resultado de uma gama de variedades, presentes todo o tempo e em todas as circunstâncias de uso de determinada língua. Essa concepção contraria uma visão purista que considera o uso não-culto de uma língua como responsável por sua deterioração e esfacelamento.
Nesta perspectiva, abordaremos o português no contexto das línguas românicas (francês, espanhol, italiano, entre outras), que constituem a continuação do latim, língua do Império Romano.
O conhecimento das condições lingüísticas e extra-lingüísticas que caracterizam a história da língua portuguesa é de grande utilidade para o ensino, por permitir compreender o dinamismo da linguagem — a história de uma língua está invariavelmente ligada à história de seu povo, aos acontecimentos de natureza política e social.

A história da linguagem escrita

Anda junto com o desenvolvimento da civilização. Alguns dizem que a origem da escrita foi há 50.000 anos de nossa era (com incisões em pedra ou osso) e em 30.000 anos antes da nossa era (figuras gravadas ou pintadas). Os pictogramas constituem a primeira grande invenção do homem no domínio da escrita.

Outros estudiosos pensam de forma diferente. Eles registram a escrita suméria como a mais antiga, levando em conta seu caráter de escrita e não de pintura. Esta cultura antiga da Mesopotâmia, a dos sumérios, criou as primeiras cidades.

Os egípcios, anos depois, desenvolveram a escrita hieroglífica, constituída de belos sinais encontrados em seus túmulos, pirâmides, etc. Eles registraram textos religiosos e documentos importantes em papiros.

Surgiram várias classificações dos tipos de escrita. E a de M. Cohen é uma das mais conhecidas. Ele distingue três etapas:

  1. A dos pictogramas, arcaica e figurativa, que representa do conteúdo da língua;
  2. A dos ideogramas, sinais que representam de modo mais ou menos simbólico o significado das palavras;
  3. A dos fonogramas, sinais abstratos que representam elementos de palavras ou de sons, como nas escritas alfabéticas.
  4. Mas vamos tentar definir a escrita, o que é escrita?
  5. “Escrita é uma representação da língua falada por meio de signos gráficos.”
  6. diz o dicionário de linguística de Dubois. E continua mais adiante:
  7. “A fala se desenrola no tempo e desaparece; a escrita tem como suporte o espaço, que a conserva.”
  8. Escrita alfabética é a que recorre a sinais para representar determinados sons. A princípio, os alfabetos costumam ser silábicos; depois, passam a ser fonéticos.

Os fenícios da antiga cidade de Biblos desenvolveram, cerca de mil anos antes de Cristo, um sistema da língua escrita formado por 22 letras. Esta escrita, que era muito simples, rapidamente espalhou-se entre os outros povos semitas, e mais tarde atingiu a Pérsia e a Índia. Também foi adotada, mais tarde, pelos gregos, que indicaram as vogais naquele alfabeto dos fenícios.

Surgimento e importância dessa linguagem

Antes do surgimento da escrita, os gregos antigos encarregavam um mensageiro, que ia, de navio ou a cavalo, levar a notícia desejada. A comunicação só acontecia cara a cara. Passados mais de 3.000 anos desde a Guerra de Tróia, como você fica sabendo das notícias de guerra que acontecem no mundo hoje? A velocidade de informação que temos hoje só foi possível graças ao desenvolvimento da escrita.

O uso da escrita deu início a um tipo de comunicação que tornava possível entrar em contato com mensagens produzidas por pessoas que haviam morrido há séculos, ou distantes milhares de quilômetros.

Sabe-se que a escrita surgiu em diferentes lugares, tornando-se um poderoso apoio para a memória humana. Os povos antigos usavam as marcas gráficas inicialmente como uma ferramenta para registro do movimento do comércio, depois como registros de todos os acontecimentos que envolviam a sociedade. Usando materiais diferentes, os textos eram copiados, à mão, um a um. A possibilidade de grafar a informação conferia a durabilidade necessária, para escrever leis, que fixavam costumes e determinavam quem devia obediência a quem.
Ultrapassando barreiras

Com o advento da escrita, foi possível atravessar a barreira do tempo e preservar informações sobre modos de vida de povos que viveram há milhares de anos ou informar sobre outros povos, que vivem em locais muito distantes dos centros de difusão das informações. A durabilidade do sinal grafado e a possibilidade de acesso à informação por um número cada vez maior de pessoas mudaram profundamente a história da humanidade.

No século 15, a invenção da imprensa tornou possível a reprodução de livros e o acesso à leitura para um maior número de pessoas do que até então tinha sido possível. A descoberta da impressão se deu graças à invenção de Gutemberg que, ao conseguir uma impressão nítida, possibilitou a reprodução de um mesmo material em um tempo muito rápido, o que teve como consequência a produção de milhares de livros em pouco tempo. O surgimento da instituição escola e a alfabetização da massa trabalhadora tornaram possível o acesso à comunicação escrita em larga escala.
Características da comunicação escrita

Na comunicação escrita temos um autor que está distante falando para um leitor, na maioria das vezes desconhecido. Para que o leitor compreenda o que se passa, é necessário que o autor dê o máximo de informações que puder referente ao contexto, ao assunto, à finalidade da informação. Veja um exemplo:
1) Dois garotos brigavam furiosamente na rua.
2) Um senhor passa por eles e separa a briga:
– Você não tem vergonha? Bater num menino bem menor que você, seu covarde!
3) E o menino:
– O senhor queria o quê? Que eu ficasse esperando ele crescer?

(Ziraldo, “Mais anedotas do bichinho da maçã”. São Paulo: Melhoramentos, 1993)
As informações relacionadas às frases 1, 2 e 3, explicam ao leitor o contexto, ou seja, o lugar e a situação em que se dá o fato. Se o leitor presenciasse a cena, essas informações seriam necessárias? Não.

A primeira consequência que percebemos do uso da escrita na história é o fato de os indivíduos não precisarem mais estar em comunicação direta para entrar em contato uns com os outros. A segunda é que a escrita instaura um novo modo de comunicação. Na comunicação direta, podemos dizer simplesmente “olá, como vai?”, ao encontrarmos um conhecido. Essa frase, sem maiores explicações, tem sentido porque ambos os indivíduos sabem onde estão, quem são um e outro, que tipo de vínculo tem em comum.
Explícito e completo

Na comunicação escrita, ao contrário, a informação – por não ser imediatamente percebida – precisa ser mais explícita, mais completa, para garantir a sua interpretação. Isso é o que acontece quando lemos um romance. O autor precisa apresentar as características do lugar físico e social onde ocorrem os fatos – o ambiente, o espaço – e as características físicas e psíquicas das personagens, para que o leitor possa interpretar os fatos em uma dada direção. Daí o texto escrito ser, em geral, menos econômico que o mesmo texto, dito oralmente, numa interação face a face.

Quando lemos um romance, por exemplo, e se o texto nos emociona, ficamos com a impressão de que o autor fala de coisas relacionadas à nossa vida, fala diretamente conosco. O texto que nos fala tão diretamente, porém, foi antes selecionado, revisado, muitas vezes alterado após a produção inicial, porque – entre o autor e o seu leitor – existem os interesses da empresa editora, a avaliação do editor quanto ao interesse do assunto, o cálculo do investimento a ser feito e o cálculo do retorno financeiro para a editora, com as vendas do livro.

A Língua portuguesa

O que é a língua portuguesa?

O PORTUGUÊS é a língua que os portugueses, os brasileiros, muitos africanos e alguns asiáticos aprendem no berço, reconhecem como patrimônio nacional e utilizam como instrumento de comunicação, quer dentro da sua comunidade, quer no relacionamento com as outras comunidades lusofalantes.
Esta língua não dispõe de um território contínuo (mas de vastos territórios separados, em vários continentes) e não é privativa de uma comunidade (mas é sentida como sua, por igual, em comunidades distanciadas). Por isso, apresenta grande diversidade interna, consoante as regiões e os grupos que a usam. Mas, também por isso, é uma das principais línguas internacionais do mundo.
É possível ter percepções diferentes quanto à unidade ou diversidade internas do português, conforme a perspectiva do observador.
Quem se concentrar na língua dos escritores e da escola, colherá uma sensação de unidade.
Quem comparar a língua falada de duas regiões (dialetos) ou grupos sociais (socioletos) não escapará a uma sensação de diversidade, até mesmo de divisão.

Unidade

Uma língua de cultura como a nossa, portadora de longa história, que serve de matéria prima e é produto de diversas literaturas, instrumento de afirmação mundial de diversas sociedades, não se esgota na descrição do seu sistema linguístico: uma língua como esta vive na história, na sociedade e no mundo.
Tem uma existência que é motivada e condicionada pelos grandes movimentos humanos e, imediatamente, pela existência dos grupos que a falam.
Significa isto que o português falado em Portugal, no Brasil e em África pode continuar a ser sentido como uma única língua enquanto os povos dos vários países lusofalantes sentirem necessidade de laços que os unam. A língua é, porventura, o mais poderoso desses laços.
Diz, a este respeito, o linguista português Eduardo Paiva Raposo:

A realidade da noção de língua portuguesa, aquilo que lhe dá uma dimensão qualitativa para além de um mero estatuto de repositório de variantes, pertence, mais do que ao domínio linguístico, ao domínio da história, da cultura e, em última instância, da política. Na medida em que a percepção destas realidades for variando com o decorrer dos tempos e das gerações, será certamente de esperar, concomitantemente, que a extensão da noção de língua portuguesa
Diversidade

A diversidade linguística que o português apresenta através do seu enorme espaço pluricontinental é, inevitavelmente, muito grande e certamente vai aumentar com o tempo.
Os linguistas acham-se divididos a esse respeito: alguns acham que, já neste momento, o português de Portugal (PE) e o português do Brasil (PB) são línguas diferentes; outros acham que constituem variedades bastante distanciadas dentro de uma mesma língua.
Consulte, a este respeito, o Fórum dos Linguistas.

Analfabeto funcional

É a denominação dada à pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças, textos curtos e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas. Também é definido como analfabeto funcional o individuo maior de quinze anos e que possui escolaridade inferior a quatro anos, embora essa definição não seja muito precisa, já que existem analfabetos funcionais com nível superior de escolaridade

Níveis de alfabetização funcional

Existem três níveis distintos de alfabetização funcional, a saber:

  • Nível 1, também conhecido como alfabetização rudimentar, compreende aqueles que apenas conseguem ler e compreender títulos de textos e frases curtas; e apesar de saber contar, têm dificuldades com a compreensão de números grandes e em fazer as operações aritméticas básicas.
  • Nível 2, também conhecido como alfabetização básica, compreende aqueles que conseguem ler textos curtos, mas só conseguem extrair informações esparsas no texto e não conseguem tirar uma conclusão a respeito do mesmo; e também conseguem entender números grandes, conseguem realizar as operações aritméticas básicas, entretanto sentem dificuldades quando é exigida uma maior quantidade de cálculos, ou em operações matemáticas mais complexas.
  • Nível 3, também conhecido como alfabetização plena, compreende aqueles que detêm pleno domínio da leitura, escrita, dos números e das operações matemáticas (das mais básicas às mais complexas).

O Analfabetismo funcional no mundo

Já houve um tempo que a pessoa alfabetizada era aquele que sabia apenas assinar seu nome, contudo, o termo analfabetismo,criado em 1958 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e tem seu significado relacionado a indivíduos desprovidos de condições suficientes para ler ou escrever um enunciado simples. Já o analfabetismo funcional, conceito também criado pela UNESCO em 1978, inclui pessoas com menos de quatro séries concluídas e refere-se a uma pessoa que, mesmo sabendo ler e escrever algo simples, não tem as habilidades necessárias para viabilizar o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Esse conceito está mais adequado a realidade econômica e tecnológica do mundo moderno.
Se formos analisar o que é ser alfabetizado ou não, devemos analisar também o contexto social, econômico e político do país, levar em consideração o processo de globalização e as novas tecnologias necessárias às novas formas de trabalho e comunicação, os quais quem não conhece é considerado analfabeto para a sociedade. Por exemplo, um indivíduo que não entende o mínimo na área de informática hoje em dia, dificilmente encontrará uma colocação mais favorável no mercado de trabalho. Portanto é uma espécie de analfabeto. O analfabeto digital.

O Analfabetismo 

O analfabetismo é um problema social cujas origens está na política implantada para atender durante séculos algumas parcelas da população. Não é à toa que veremos os piores índices justamente nos paises mais pobres. Historicamente dependentes.
Alfabetizar no nosso país sempre foi sinônimo de poder. Claro, afinal quem tem o conhecimento tem também os meios de decidir o que é melhor para si e para os outros dentro do seu território.Poder ler significa ter os meios de conhecer o mundo que o cerca.

Portanto, no Brasil, os portugueses resguardaram-se excluindo inicialmente o direito dos indivíduos de aprenderem. Mais tarde esse direito foi dado aos filhos dos nobres, indivíduos ligados à Coroa Portuguesa. As melhores escolas e universidades estavam fora do país, sendo que o povo não podia enviar seus filhos para o exterior.
Era vedado o acesso à leitura e a escrita mas com a Lei Saraiva(1882) vetou o voto do analfabeto, (critérios mantidos, alguns anos mais tarde, pela Constituição republicana de 1891).

O analfabetismo emergiu no Brasil como uma questão política, não como uma questão econômica. O analfabeto passou a ser alvo de interesse de políticos que buscavam programas capazes de ensinar o individuo a ler e escrever o mínimo, sem ter que refletir ou mesmo entender o que lia.

Os dados mostram que o analfabetismo de adultos está concentrado principalmente na faixa mais pobre da população. Erradicá-lo poderia representar um impacto positivo sobre a renda do trabalhador. Mas será que isso interessa aos ricos? Devidamente alfabetizado, transformado em um leitor costumaz, esse cidadão seria um questionador, conheceria seus direitos, teria o poder dado pelo saber e o acesso às boas vagas e os bons salários que ficam guardados para as classes mais abastadas.

A pluralidade e diversidade do Brasil e mesmo da Bahia deve ser levada em consideração por qualquer entidade que queira erradicar o analfabetismo.

Considerações Gerais

Ao falarmos em língua de sinais estamos a referir-nos a língua materna/natural de uma comunidade de surdos, isto é, uma língua de produção manuo-motora e de recepção visual, com vocabulário e gramática próprios, não dependente da língua oral, usada pela comunidade surda e alguns ouvintes, tais como parentes de surdos, intérpretes, professores e outros.

Aspectos comuns

Arbitrariedade: As línguas orais são majoritariamente arbitrárias, não se depreende a palavra simplesmente pelo sua representatividade, mas é necessário conhecer o seu significado. A iconicidade encontra-se presente nas línguas de sinais, mais do que nas orais, mas a sua arbitrariedade continua a ser dominante. Embora, nas línguas de sinais, alguns gestos sejam totalmente icônicos, é impossível, como nas línguas orais, depreender o significado da grande maioria dos sinais, apenas pela sua representação.

Comunidade: As línguas orais têm uma comunidade que as adquirem, como língua materna, cujo desenvolvimento se faz através de uma comunidade de origem, passando pela família, a escola e as associações. Todas as línguas orais têm variações linguísticas. Todas as línguas gestuais possuem estas mesmas características.

Sistema linguístico: As línguas orais são sistemas regidos por regras. O mesmo acontece com as línguas de sinais, conforme referenciado por Stokoe (1960).

Produtividade: As línguas orais possuem a características da produtividade e da recursividade, sendo possível aos seus falantes nativos produzirem e compreenderem um número infinito de enunciados, mesmo que estes nunca tenham sido produzidos antes. Acontece o mesmo com as línguas de sinais, sendo encontradas a criatividade e produtividade nas produções, por exemplo, da LGP, pelos seus gestuantes nativos, parecendo não haver limite criativo.

Aspectos contrastivos: As línguas orais possuem aspectos contrastivos, isto é, as unidades fonológicas do sistema de determinada língua estabelecem-se por oposições contrastivas, ou seja, em pares de palavras, em que a substituição de uma unidade fonológica (um fonema) por outra altera o significado da palavra (por exemplo: parra e barra). Acontece o mesmo nas línguas de sinais, sendo que em vez de unidade fonológica, muda um pequeno aspecto do gesto (por exemplo, na LGP: método e liberdade).

Evolução e renovação: As línguas orais modificam-se, como no caso das palavras que caem em desuso, outras que são adquiridas, a fim de aumentar o vocabulário e ainda no caso da mudança de significado das palavras. O mesmo acontece nas línguas de sinais, a fim de responder às necessidades que a evolução socio-cultural impõe (por exemplo, na LGP, os seis gestos de “comboio”, ou os gestos de “filme”).

Aquisição:A aquisição de qualquer língua oral é natural, desde que haja um ambiente propício desde nascença. Na língua gestual acontece de igual forma, não tendo o indivíduo surdo que exercer esforço para aprender uma língua de sinais, ou necessidade de qualquer preparação especial.

Funções da linguagem: As línguas orais podem ser analisadas de acordo com as suas funções. O mesmo acontece com as línguas de sinais. As funções são: a função referencial,a emotiva, a conotativa, a fática, a metalinguística, e a poética.

Processamento: Embora usando modalidades de produção e percepção, as línguas orais e de sinais são processadas na mesma área cerebral.

A Língua de Sinais – O Outro lado da moeda

Uma língua de sinais (português brasileiro) ou língua gestual (português europeu) é uma língua que se utiliza de gestos, sinais e expressões faciais e corporais, em vez de sons na comunicação. As línguas de sinais são de aquisição visual e produção espacial e motora. São as línguas naturais de cada comunidade de Surdos, ao redor do globo. Há no mundo muitas línguas de sinais usadas como forma de comunicação entre pessoas surdas ou com problemas auditivos. Muitas delas receberam reconhecimento oficial em vários países.

As Línguas de sinais no Mundo

Assim como entre os idiomas falados, é grande a variedade de línguas de sinais ao redor do mundo.

Muitos linguistas se dedicaram a estudar diferentes línguas gestuais, concluindo que estas apresentavam diferenças consideráveis entre si. Deve-se levar em conta que diferenças culturais são determinantes nos modos de representação do mundo. Assim, os surdos sentem as mesmas dificuldades que os ouvintes quando necessitam comunicar com outros que utilizam uma língua diferente.

Cada país tem a sua própria língua gestual. Tomando como exemplo alguns países lusófonos, vemos que utilizam diferentes línguas de sinais: no Brasil existe a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), em Portugal existe a Língua Gestual Portuguesa (LGP), em Angola existe a Língua Angolana de Sinais (LAS), em Moçambique existe a Língua Moçambicana de Sinais (LMS).

Além disso, da mesma forma que acontece nas línguas faladas oralmente, existem variações linguísticas dentro da própria língua de sinais, isto é, regionalismos e/ou sotaques. Essas variações se devem a ligeiras diferenças culturais e influências diversas no sistema de ensino do país, por exemplo. Há, inclusive, uma língua de sinais pretensamente universal, análoga ao Esperanto, conhecida como Gestuno, que é usada em convenções e competições internacionais.

A língua de sinais é ainda usada em situações em que pessoas sem quaisquer deficiências, ao nível da visão ou audição necessitam comunicar, sem poderem usar sons. Exemplos disso são a comunicação entre mergulhadores e certos rituais de iniciação entre aborígenes australianos, em que é proibido falar oralmente por um período de tempo.[carece de fontes]

Não se sabe quando as línguas de sinais se iniciaram, mas sua origem remonta possivelmente à mesma época ou a épocas anteriores àquelas em que foram sendo desenvolvidas as línguas orais. Uma pista interessante para esta possibilidade das línguas de sinais terem se desenvolvido primeiro que as línguas orais é o fato que o bebê humano desenvolve a coordenação motora dos membros antes de se tornar capaz de coordenar o aparelho fonoarticulatório. As línguas de sinais são criações espontâneas do ser humano e se aprimoram exatamente da mesma forma que as línguas orais. Nenhuma língua é superior ou inferior a outra, cada língua se desenvolve e expande na medida da necessidade de seus usuários.

Também é comum aos ouvintes pressupor que as línguas de sinais sejam versões sinalizadas das línguas orais; por exemplo, muitos acreditam que a LIBRAS é a versão sinalizada do português; que a Língua Americana de Sinais é a versão sinalizada do inglês; que a Língua Japonesa de Sinais é a versão sinalizada do japonês; e assim por diante. No entanto, embora haja semelhanças ou aspectos comum entre as línguas de sinais, devido a um certo contágio linguístico, as línguas de sinais são autônomas, não derivando das orais e possuindo peculiaridades que as distinguem umas das outras e das línguas orais.

A língua de sinais é tão natural e tão complexa quanto as línguas orais, dispondo de recursos expressivos suficientes para permitir aos seus usuários expressar-se sobre qualquer assunto, em qualquer situação, domínio do conhecimento e esfera de atividade. Mais importante, ainda: é uma língua adaptada à capacidade de expressão dos surdos. Por outro lado, a Língua de Sinais, embora seja a língua natural dos surdos, não é a língua materna de qualquer surdo.

A leitura labial

A leitura labial é uma técnica aplicada principalmente por surdos, em que sons e palavras emitidas pelo interlocutor são captadas pela leitura (interpretação) dos movimentos de seus lábios.

Estudos demonstram que mesmo o leitor labial mais experiente consegue captar apenas em torno de 50% do que se é dito. Boa parte de sua habilidade está ligada à sua capacidade de intuir o que esta sendo dito, completando o restante, proferido de maneira ilegível, ou mesmo naturalmente irreconhecível. Sons como “p” e “m”, “d” e “n” e “s” e “z”, podem ser facilmente confundidos entre si.

Alfabeto dactilológico

A difusão do alfabeto datilológico de uma só mão entre os ouvintes gerou a pressuposição de que esse alfabeto é a própria língua de sinais, que há uma única língua de sinais e que essa língua é universal. No entanto, o alfabeto dactilológico é apenas um suplemento das línguas de sinais, cuja função é a soletração de palavras das línguas orais, tais como, nomes próprios, siglas, empréstimos, etc.

De acordo com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), o alfabeto dactilológico usado atualmente no Brasil é um conjunto de 27 formatos, ou configurações diferentes de uma das mãos, cada configuração correspondendo a uma letra do alfabeto do português escrito, incluindo o “Ç”.

É muito aconselhável soletrar devagar, formando as palavras com nitidez. Entre as palavras soletradas, é melhor fazer uma pausa curta ou mover a mão direita para o lado esquerdo, como se estivesse empurrando a palavra já soletrada para o lado. Normalmente o alfabeto manual é utilizado para soletrar os nomes de pessoas, de lugares, de rótulos, etc., e para os vocábulos não existentes na língua de sinais.

Os sinais de pontuação, tais como, vírgulas, ponto final e de interrogação, às vezes, são desenhados no ar. Preposições e outras classes de palavras de que a língua não dispõe são inseridas na sinalização por meio da datilologia, ou do alfabeto manual.

Características próprias das línguas de sinais

Kyle e Woll apontam algumas propriedades exclusivas das línguas de sinais, tais como o uso de gestos simultâneos, o uso do espaço e a organização e ordem que daí resultam. Assim, as línguas de sinais possuem uma modalidade de produção motora (mãos, face e corpo) e uma modalidade de percepção visual.

Embora existam aspectos universais, pelos quais se regem todas as línguas de sinais, a comunicação gestual dos Surdos não é universal. As línguas de sinais, assim como as orais, pertencem às comunidades onde são usadas, tendo apresentando diferenças consideráveis entre as determinadas línguas.

As línguas de sinais não seguem a ordem e estrutura frásicas das línguas orais, assim o importante não é colocar um sinal atrás do outro, como se faz nas línguas orais (uma palavra após a outra). O importante em sinais é representar a informação, reconstruir o conteúdo visual da informação, pois os surdos lidam com memória visual. As línguas de sinais possuem sua gramática própria, assim como as línguas orais possuem as suas, sendo elas totalmente independentes.

A Dactilologia

A dactilologia (português europeu) ou datilologia (português brasileiro) ou alfabeto manual é um sistema de representação, quer simbólica, quer icônica, das letras dos alfabetos das línguas orais escritas, por meio das mãos. É útil para se entender melhor a comunidade surda, faz parte da sua cultura e surge da necessidade de contacto com os cidadãos ouvintes.

Em geral, é um erro comparar o alfabeto manual com a língua gestual (no Brasil: língua de sinais), quando, na realidade, pois este é a anotação, por meio das mãos, das letras das línguas orais e dos seus principais caracteres.

Integração do surdo na sociedade

A pessoa surda tem mais dificuldades em adaptar-se ao mundo que o rodeia e à sociedade em que vive, do que uma pessoa ouvinte. Professores, estudiosos e os próprios surdos têm, ao longo do tempo, alcançando muitos êxitos na integração do surdo na sociedade

Clic Aqui e aprenda a Linguagem de Sinais on-line:

http://www.librasnet.com.br/shockwave/menu/menu.htm

Esta é uma gentileza do site:

Dicionário Libras

www.dicionariolibras.com.br/

A linguagem do Braille

A educação dos cegos

Foi no século XVIII que se iniciou, de forma sistemática, o ensino dos cegos. Valentin Haüy (1745-1822), homem de ciência e homem de coração, fundou em Paris, em 1784, a primeira escola destinada à educação dos cegos e à sua preparação profissional.

Homem de coração, Valentin Haüy teve a ideia de instruir os cegos depois de haver contemplado, na Feira de Santo Ovídio, em Paris, um espectáculo que o chocou profundamente.

Sobre um estrado, por conta de um empresário sem escrúpulos, dez cegos exibiam-se como fantoches.

Homem de ciência, influenciado pelas filosofias sensistas segundo as quais tudo vinha dos sentidos, Valentin Haüy entendeu que na educação dos cegos o problema essencial consistia em fazer que o visível se tornasse tangível.

Adaptou, pois, para o seu uso, os processos dos videntes. Aliás, Valentin Haüy foi o primeiro a defender o princípio de que, tanto quanto fosse possível, a educação dos cegos não deveria diferenciar-se da dos videntes.

Na sua escola, para a leitura, adoptou o alfabeto vulgar, que se traçava em relevo na expectativa de que as letras fossem percebidas pelos dedos dos cegos. Para a escrita (redacções e provas ortográficas), serviu-se de caracteres móveis. Os alunos aprendiam a conhecer as letras e os algarismos, a combinar os caracteres para formar palavras e números e a construir frases.

Tudo isso não passava de meros exercícios tipográficos, sempre condenados à destruição.

O problema da educação dos cegos só ficou satisfatoriamente resolvido com a invenção e adopção do Sistema Braille – processo de leitura e escrita por meio de pontos em relevo hoje empregado no mundo inteiro.

O Sistema Braille é um modelo de lógica, de simplicidade e de polivalência, que se tem adaptado a todas as línguas e a toda a espécie de grafias. Com a sua invenção, Luís Braille abriu aos cegos, de par em par, as portas da cultura, arrancando-os à cegueira mental em que viviam e rasgando-lhes horizontes novos na ordem social, moral e espiritual.

Luís Braille

Luís Braille era natural de Coupvray, pequena aldeia a leste de Paris, onde nasceu a 4 de Janeiro de 1809. Era o filho mais novo de Simão Renato Braille, o correeiro da localidade, e de Mónica Baron. Tinha um irmão e duas irmãs.

A sua vida foi uma vida humilde. Das mais modestas. Em 1812, quando brincava na oficina do pai, Luís Braille feriu-se num dos olhos. A infecção progrediu, transmitiu-se ao olho são, vindo o pequeno a ficar completamente cego algum tempo depois. Pouco deve ter conservado em termos de imagens visuais ou de recordações dos rostos e dos lugares que rodearam a sua infância.

Os pais souberam assegurar, da melhor maneira possível, a primeira educação deste seu filho cego. Sabe-se que Luís Braille frequentou a escola da sua aldeia, beneficiando assim do contacto com pequenos condiscípulos videntes. Sabe-se também que quando Luís Braille chegou à escola que Valentin Haüy havia fundado com carácter privado, e que, depois de ter passado por diversas vicissitudes, tinha então o nome de Instituição Real dos Jovens Cegos, sabia fazer franjas para os arneses. Este trabalho foi a base do desenvolvimento da sua destreza manual.

O pai de Luís Braille teve conhecimento da existência da Instituição Real dos Jovens Cegos, em Paris, e escreveu repetidas vezes ao director para se inteirar dos trabalhos que ali se realizavam e certificar-se de que eram verdadeiramente úteis para a educação do seu filho. Depois de algumas hesitações, decidiu-se pelo internamento.

Luís Braille deu entrada na Instituição em 15 de Fevereiro de 1819. Ali estudou e leu nos livros impressos em caracteres ordinários, ideados por Valentin Haüy. Era habilidoso, aplicado e inteligente. Carácter sério, dele também se pode dizer que era a honradez em pessoa. Espírito metódico e apaixonado pela investigação, nele predominava a imaginação criadora e a mentalidade lógica.

A partir de 1819 Luís Braille viveu uma vida de internado na Instituição dos Jovens Cegos, que foi para ele como que um segundo lar. Mas passava as suas férias em Coupvray e aqui residiu também todas as vezes que a doença o obrigou a prolongados repousos. Em Coupvray permaneceram os seus restos mortais desde 10 de Janeiro de 1852, já que a sua morte se verificou em Paris, a 6 do mesmo mês.

No centenário da sua morte, em Junho de 1952, representantes de quarenta países foram em romagem a Coupvray, ao túmulo de Luís Braille, e acompanharam a transladação do seu corpo para o Panteão dos Homens Ilustres. Era o reconhecimento da França, para quem o nome de Braille é um raio do esplendor da intelectualidade e do humanismo francês. Era a gratidão dos cegos de todo o mundo, para quem Braille, mais do que um nome, é um símbolo. Símbolo da emancipação conquistada, para todos os cegos, por um dos seus.

Da sonografia de Barbier ao sistema braille

No próprio ano em que Luís Braille foi admitido como aluno da Real Instituição, o capitão de artilharia Carlos Barbier de la Serre começou a interessar-se pela escrita dos cegos.

Numa outra fase desta evolução Barbier teve a ideia de designar as coordenadas dos seus símbolos sonográficos por certo número de pontos (indicativos da linha e da coluna a que o símbolo pertencia) colocados em duas filas verticais e paralelas. Assim, por exemplo, o sinal que estivesse em última posição na segunda linha seria representado por dois pontos na fila vertical esquerda e seis pontos na fila vertical direita.

Neste ponto da sua evolução a sonografia de Barbier estava concebida e realizada para que os videntes se entendessem no que concerne à escrita secreta por meio de pontos, que deviam fazer-se com o lápis ou a pena.

Mas, sendo Barbier capitão de artilharia, algum dia terá pensado na necessidade de os oficiais em campanha expedirem mensagens na obscuridade. Assim, em novo aperfeiçoamento, introduziu os pontos em relevo para ir ao encontro dessa necessidade. Barbier inventou um pequeno instrumento por meio do qual, com auxílio de um estilete, podiam gravar-se no papel todos os símbolos do seu sistema. E deu o nome de escrita nocturna sem lápis e sem tinta a esta sonografia mais aperfeiçoada. A escrita noturna podia até tornar possível decifrar mensagens no escuro, contando os pontos com os dedos.

O tacto acabou por aparecer como elemento essencial para a interpretação dos símbolos formados por pontos em relevo, que agora constituíam a sonografia de Barbier. Foi então que lhe ocorreu, não se sabe devido a que circunstâncias, pôr esta sonografia, ou escrita noturna , ao serviço dos cegos. Do ponto de vista psicológico, coube-lhe o mérito de evidenciar que a leitura por meio de pontos é mais adequada para o sentido do tacto do que as letras vulgares em relevo linear.

Em Março e Abril de 1821, depois de ter experimentado com alguns cegos, Carlos Barbier foi recebido na Instituição e apresentou a sua escrita noturna . Mas as grandes dimensões dos caracteres tornavam difícil conhecê-los ao primeiro contacto táctil e lê-los sem ziguezaguear com o dedo através das linhas.

Por outro lado, os princípios fonéticos em que o sistema assentava faziam dele, apesar dos seus méritos, um sistema pouco prático.

O sistema de Barbier nunca foi usado na Instituição, mas constituiu a base dos trabalhos que Luís Braille realizou por volta de 1825. Luís Braille reconheceu que os sinais com mais de três pontos em cada fila ultrapassavam as possibilidades de uma única percepção táctil. Tratou, pois, de lhes reduzir as proporções, de modo a obter sinais que pudessem formar uma verdadeira imagem debaixo dos dedos. Além disso, criou uma convenção gráfica, atribuindo a cada símbolo valor ortográfico e não fonético, em perfeita equivalência com os caracteres vulgares.

Aponta-se geralmente o ano de 1825 como a data do aparecimento do Sistema Braille, mas só em 1829 Luís Braille publicou a primeira edição do seu Processo para Escrever as Palavras, a Música e o Canto-Chão por meio de Pontos, para Uso dos Cegos e dispostos para Eles , a que deu forma definitiva na segunda edição publicada em 1837.

Na edição de 1829 há 96 sinais. Os sinais estão agrupados em nove séries de dez sinais cada uma e mais seis suplementares. Apenas as quatro primeiras séries correspondem ao sistema que atualmente conhecemos. As restantes séries combinam pontos e traços, aproveitando, pois, elementos dos métodos anteriores de escrita linear.

O Processo de 1829 proporcionou uma excelente base de experimentação. Sabe-se que por volta de 1830 o Sistema Braille se começou a empregar nas aulas para a escrita de exercícios. Esta feliz iniciativa fez com que se prescindisse dos sinais com traço liso, muito difíceis de escrever.

A edição de 1837 confirma o alfabeto e estabelece uma estenografia rudimentar, que evoca claramente a sonografia de Barbier. Normaliza a representação dos números, que vêm formados pelos sinais da primeira série precedidos do que ainda hoje conhecemos como sinal numérico . Os sinais de pontuação são representados com os sinais que constituem a atual quinta série.

A edição de 1837 contém ainda uma notação que, nas suas linhas essenciais, constitui o núcleo da musicografia braille dos nossos dias.

O triunfo do sistema braille

Era necessário um cego para imaginar um alfabeto táctil. E também foi preciso, em muitos sítios, o esforço perseverante dos cegos para impor o seu uso. Os professores e diretores de escolas especiais, quase sempre pessoas videntes, eram contrários à adoção de um alfabeto duro para a vista. Por isso, agarravam-se ao princípio de Haüy segundo o qual a educação dos cegos não deveria diferenciar-se da dos videntes, levavam esse princípio ao exagero e não renunciavam à leitura em caracteres comuns. Só o formidável impulso dos cegos que se serviam do alfabeto braille pôde obrigar os responsáveis pela sua educação a reconhecer os frutos que a aplicação deste alfabeto produzia nas escolas.

Coisa diferente aconteceu nos países ou regiões em que não era conhecido nenhum outro método de leitura e escrita para cegos. Foi o caso da América Latina, onde a história da educação das pessoas cegas começa com o Sistema Braille. A chegada do braille, o início da alfabetização e educação e também a criação de imprensas e bibliotecas para cegos foram fenômenos simultâneos.

Na França. – A Instituição Real dos Jovens Cegos, onde o Sistema Braille foi concebido e aperfeiçoado, demorou 25 anos a aceitá-lo de maneira definitiva. Aponta-se a data de 1854 como a da implantação do Sistema Braille em França.

Na Instituição era conhecido outro método de leitura para cegos. O diretor foi jubilado prematuramente e o novo diretor pretendeu voltar ao relevo linear, impondo-o no campo literário entre 1840 e 1850. Durante esses anos de eclipse o braille afirma-se na música (há obras impressas em que o texto literal aparece em caracteres ordinários em alto relevo e a música em notação braille) e os alunos e professores usam-no nas suas coisas pessoais.

NO BRASIL. – A data de 1854 pode também considerar-se como o ponto de partida da difusão do Sistema Braille fora da França. Nesse ano foi levada a cabo, na Instituição Real dos Jovens Cegos, a impressão de um método de leitura em língua portuguesa, registrado no Museu Valentin Haüy com o nG 1439.

Acontece que um rapaz cego, José Álvares de Azevedo, regressou ao Brasil depois de ter estudado durante seis anos em Paris. O Dr. Xavier Sigaud, médico francês que esteve ao serviço da corte imperial brasileira e pai de uma filha cega, Adélia Sigaud, conheceu-o e apresentou-o ao Imperador D. Pedro II, conseguindo despertar o seu interesse para a possibilidade de educar os cegos. O Dr. Xavier Sigaud foi o primeiro diretor do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant, inaugurado no Rio de Janeiro em 17 de Setembro de 1854.

EM PORTUGAL. – Adélia Sigaud estava em Lisboa por volta de 1885. É conhecida na história da tiflologia em Portugal como Madame Sigaud Souto . Aqui estava também, por essa altura, Léon Jamet, que era organista na igreja de S. Luís dos Franceses e havia estudado na Instituição de Paris.

A convivência com estes dois não videntes instruídos motivou, em 1887, um grupo de pessoas a fundar a Associação Promotora do Ensino dos Cegos.

Em 1888 a APEC inaugurava a sua primeira escola, que adotou a classificação de asilo-escola e tomou por patrono António Feliciano de Castilho em 1912, ao instalar-se em Campo de Ourique, em edifício próprio.

Branco Rodrigues (1861-1926) colaborou com Madame Sigaud Souto. Foi o primeiro grande impulsionador da valorização dos cegos em Portugal. Em 1896, depois de ter instruído alguns alunos na escola da APEC, criou uma aula de leitura e de música no Asilo de Nossa Senhora da Esperança, em Castelo de Vide. Em 1897, numa sala cedida pela Misericórdia de Lisboa, instalou outra aula de leitura. Fundou escolas que vieram a transformar-se no Instituto de Cegos Branco Rodrigues, em S. João do Estoril, e no Instituto S. Manuel, no Porto. Dotou essas instituições com bibliotecas braille, literárias e musicais, quer adquirindo livros impressos no estrangeiro, quer promovendo a sua produção por transcritores e copistas voluntários.

Além disso, com a colaboração de um habilidoso funcionário da Imprensa Nacional, fez as primeiras impressões em braille que apareceram em Portugal. A primeira impressão foi em 1898, de um número especial do Jornal dos Cegos , comemorativo do 4º centenário do descobrimento do caminho marítimo para a Índia.

NOS PAÍSES GERMÂNICOS. – A segunda edição do Processo , em 1837, foi confeccionada para dar a conhecer o Sistema Braille e assegurar a sua difusão no estrangeiro. Apresentava o Pai Nosso em seis línguas – latim, italiano, espanhol, inglês, alemão e francês -, com a correspondente versão em caracteres ordinários em relevo linear. Sabe-se que esta edição foi remetida a todas as escolas de cegos então existentes.

Mas nos países germânicos o Sistema Braille levou 40 anos a impor-se. Era acusado de erguer um muro entre os cegos e os videntes. Não se queria aceitar um processo que os videntes não podiam ler senão após um período de aprendizagem.

Uns estavam demasiado apegados à rotina e outros queriam ser também inventores. Por isso, o sistema original francês haveria ainda de sofrer um novo embate. Em Santa Maria de Leipzig, fazendo malabarismos com o braille, idearam um alfabeto no qual as letras com menos pontos correspondiam às letras mais usadas em língua alemã. Assim, a primeira série representava as letras e, m, r, u, i, l, p, g, d, f. O Congresso Internacional de Paris, em 1878, liquidou estas diferenças por grande maioria, inclinando a balança para o sistema francês. Assistiram representantes da Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Suécia, Suíça, Estados Unidos…

NOS ESTADOS UNIDOS. – De todos os países de línguas européias só os Estados Unidos da América se atrasaram muito em seguir este movimento. Na maior parte das instituições usavam-se os caracteres romanos juntamente com o New York Point ou Wait System . Neste sistema, o retângulo braille tinha três pontos de largura por dois de altura. O acordo apenas surgiu no Congresso de Little Rock, em 1910.

O braille original impunha-se pelas suas próprias virtudes.

O sistema braille e a vida dos cegos

O Sistema Braille é constituído por 63 sinais, obtidos pela combinação metódica de seis pontos que, na sua forma fundamental, se agrupam em duas filas verticais e justapostas de três pontos cada. Estes sinais não excedem o campo táctil e podem ser identificados com rapidez, pois, pela sua forma, adaptam-se exatamente à polpa do dedo.

Na leitura qualquer letra ou sinal braille é apreendido em todas as suas partes ao mesmo tempo, sem que o dedo tenha que ziguezaguear para cima e para baixo. Nos leitores experimentados o único movimento que se observa é da esquerda para a direita, ao longo das linhas. Não somente a mão direita corre com agilidade sobre as linhas, mas também a mão esquerda toma parte ativa na interpretação dos sinais. Em alguns leitores a mão esquerda avança até mais ou menos metade da linha, proporcionando assim um notável aumento de velocidade na leitura.

Dispondo de um processo fácil de leitura, o gosto pelos livros estendeu-se amplamente entre os cegos e ocupou um lugar importante na sua vida. À instrução oral sucedeu a instrução pelo livro. O conhecimento intelectual, sob todas as suas formas (filosofia, psicologia, teologia, matemáticas, filologia, história, literatura, direito…), tornou-se mais acessível aos cegos.

Os benefícios do Sistema Braille estenderam-se progressivamente, à medida que as aplicações revelavam todas as suas potencialidades. As estenografias tornaram a escrita mais rápida e menos espaçosa. As máquinas de escrever permitiram fazer simultaneamente todos os pontos de um sinal, em vez de os gravar um a um, com o punção. Enfim, obteve-se o interponto, graças a um sistema de precisão em que é possível intercalar os pontos do reverso de uma página com os do seu anverso.

Nos dias de hoje as novas tecnologias representam o mais espantoso contributo para valorizar o Sistema Braille, depois da sua invenção. A drástica redução de espaço proporcionada pelo braille eletrônico é exemplo disso. Um livro em braille com 2000 páginas de formato A4 pode ficar contido numa só disquete. Uma vez introduzido o texto desse livro no computador, o utilizador cego tem ao seu alcance toda a informação não gráfica disponível no ecrã, que pode ler através de um terminal braille.

Um outro exemplo é a facilidade de imprimir textos em braille. Introduzidos no computador, os textos podem ser submetidos a um programa de tratamento específico e sair numa impressora braille. Os textos assim tratados podem utilizar-se, quer na produção direta em papel, quer na produção de placas de impressão, conforme o número de exemplares a obter. A impressão de livros, permitindo a sua multiplicação, tem um efeito cultural considerável.

A utilização do sistema braille nos nossos dias

Não obstante as virtudes do Sistema Braille, não obstante a extensão dos seus benefícios, temos de reconhecer que nos nossos dias existe uma tendência para a menor utilização do braille e para o abaixamento da qualidade do braille que se utiliza. O alerta foi dado quando o uso dos livros sonoros se começou a generalizar, mas há outros fatores que igualmente explicam a crise. Entre estes fatores conta-se a exiguidade dos fundos bibliográficos braille, que podem eventualmente não corresponder às necessidades dos potenciais utilizadores. Em Portugal, por exemplo, a maior parte do braille que se produz é destinada ao ensino, designadamente aos estudantes que freqüentam o ensino regular.

A crise do braille também tem a ver com dificuldades inerentes ao próprio braille, sobretudo quando, como acontece atualmente entre nós, essas dificuldades são agravadas por um ensino mal orientado. Efetivamente, hoje em dia, durante a Escolaridade Obrigatória, os nossos estudantes cegos não são motivados para a prática do braille nem o conhecem em todas as suas modalidades. Lêem pouco, o processo de reconhecimento dos caracteres é lento e eles cansam-se depressa. Incapazes de ler a um ritmo satisfatório, fogem de utilizar os livros e manuais que já vão tendo ao seu dispor. Recorrem preferencialmente a textos introduzidos no computador, que ouvem com recurso à voz sintética, ou servem-se de leituras feitas por outrem, normalmente gravações em fita magnética (livros sonoros).

A falta de leitura direta reflete-se, naturalmente, na escrita, que é deficiente quanto ao braille e desconcertante quanto à ortografia.

Os livros sonoros e a informática são muito importantes para o desenvolvimento cultural dos cegos, mas nada poderá ou deverá substituir o braille como sistema base da sua educação.

Tal como a leitura visual, a leitura braille leva os conhecimentos ao espírito através de mecanismos que facilitam a meditação e assimilação pessoal daquilo que se lê. O braille permite estudar os quadros em relevo e ler eficientemente os livros técnicos. O braille é, ainda, o único meio de leitura disponível para os surdocegos. Por outro lado, a perfeição na escrita está relacionada com a leitura braille que cada um faz, pois é através dela que entra em contacto com a estrutura dos textos, a ortografia das palavras e a pontuação.

A qualidade do ensino do braille é decisiva para uma leitura destra e para a aquisição de hábitos de leitura. Se os alunos cegos, como as outras crianças, forem motivados para a prática normal e constante do seu método de leitura e escrita, a leitura será rápida e tornar-se-á também mais agradável e instrutiva, porque a atenção, menos requerida pelo trabalho de reconhecimento dos caracteres, irá mais em ajuda do pensamento. Ao acabarem de ler, as crianças e jovens cegos terão aprendido alguma coisa e estarão mentalmente dispostos a partir para novas leituras.

Ora, é a ler que se ganha e se desenvolve o gosto pela leitura. Só o gosto de ler garante que o processo de aquisição de cultura não se interromperá ao sair da Escola, apesar das vicissitudes do quotidiano. E não se pode ignorar a importância da cultura como fator de integração social, como instrumento de trabalho e como elemento de conscientização na vida das pessoas cegas.

É, pois, necessário rever a política até agora seguida pelo Ministério da Educação no que toca ao ensino dos alunos cegos, para que os passe a habilitar a ler e a escrever braille exactamente como os demais alunos são habilitados a ler e a escrever. Levar os jovens cegos a utilizar abusivamente meios que são complementares do braille, não lhes fornecer os livros em braille e outros materiais de que precisam e já existem ou é possível produzir, abandoná-los a si mesmos ou às condições que o meio familiar e a sua escola lhes dêem, equivale a comprometer seriamente, no dia de amanhã, as suas possibilidades de afirmação, tanto na vida profissional como nas atividades de lazer.

Você que deseja auxiliar um portador de deficiência visual siga estas instruções para baixar e utilizar o programa disponibilizado pelo Ministério da Educação:

Braille Fácil

O programa Braille Fácil permite que a criação de uma impressão Braille seja uma tarefa muito rápida e fácil, que possa ser realizada com um mínimo de conhecimento da codificação Braille. Através do Braille Fácil, tarefas simples como impressão de textos corridos são absolutamente triviais.

O programa é composto de

editor de textos integrador

editor gráfico para gráficos táteis

pré-visualizador da impressão Braille

impressor Braille automatizado

simulador de teclado Braille

utilitários para retoque em braille

utilitários para facilitar a digitação

O texto pode ser digitado diretamente no Braille Fácil ou importado a partir de um editor de textos convencional. O editor de textos utiliza os mesmos comandos do NotePad do Windows, com algumas facilidades adicionais. Uma vez que o texto esteja digitado, ele pode ser visualizado em Braille e impresso em Braille ou em tinta (inclusive a transcrição Braille para tinta).

A digitação de textos especiais (como codificações matemáticas ou musicais) pode ser feita com o auxílio de um simulador de teclado Braille, que permite a entrada direta de códigos Braille no texto digitado. O editor possui ainda diversas facilidades que agilizam muito a inserção de elementos de embelezamento ou o retoque de detalhes do texto Braille. É possível a criação de desenhos táteis através de um editor gráfico simples.

Como instalar a versão

Pegue aqui o Braille Fácil 3.5a

ou a penúltima versão estável: Braille Fácil 3.4

A instalação é bem simples: execute o programa que foi baixado. Normalmente não é preciso alterar nada no processo de instalação, devendo-se clicar simplesmente em “avançar” a cada confirmação pedida.

Instalação de impressoras que usam driver de impressão, em particular aquelas ligadas a USB:

instale o driver da impressora, antes de conectar a impressora.

conecte a impressora, ligue e deixe o driver fazer o primeiro contato com ela.

inicie o braille fácil e acione o menu de configurar impressora braille: informe o tipo e selecione a opção para ligação em PRN.

quando for imprimir, será aberta uma janela para escolha da impressora. Escolha aquela que corresponder ao driver que foi instalado.

configure também o número de linhas de impressão física como sendo um a mais do que o número de linhas da configuração de parâmetros de impressão, tanto no menu de configuração de impressora quanto nas chaves de configuração da própria impressora.

Nota:
Esta versão do Braille Fácil não permite a configuração física da impressora. Você terá que usar os botões da impressora para selecionar os parâmetros de impressão. Consulte o manual do equipamento para fazer esta configuração corretamente. Em particular,

Para antigos usuários do Braille Fácil: pode instalar em cima da versão 3.0 ou anterior, não há problema.

Pegue aqui o Manual do Braille Fácil

Pegue aqui o programa Monet

O Monet é um fantástico editor gráfico para produção tátil, cujo resultado é totalmente compatível com o Braille Fácil. É possível embutir ou incluir gráficos na página de textos, gerando um material final de grande beleza gráfica. O uso do Monet também viabiliza a criação de gráficos matemáticos simples com grande rapidez.

Pegue aqui o Manual do Desenhador Monet

Pegue aqui o Manual do antigo programa de pintura: Braille Pintor
Implementações introduzidas

O Braille Fácil 3.5a implementa o comando <F*> através do qual é possível embutir no texto, uma cópia da área de transferência ou arquivo de música proveniente do programa Musibraille, sendo também compatível com a geração de gráficos do programa Monet.

Clique aqui para conhecer os detalhes da implementação do Braille Fácil 3.1

Clique aqui para conhecer os detalhes da implementação do Braille Fácil 3.0
Equipe responsável pelo desenvolvimento

O Braille Fácil foi criado por

José Antonio Borges
Geraldo José Chagas Jr.

Projeto Dosvox
Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ
O Monet foi criado pela OSCIP Acessibilidade Brasil.

Guilherme Lira – Gerência de projeto:

Fabio Oshiro – Análise e programação

José Antonio Borges – Consultor
Suporte técnico especializado para a criação das versões 3.0 e 3.1

Ana Cláudia da Silva Carneiro – Chefe do Departamento de Imprensa Braille do Instituto Benjamin Constant

Minoru Nagahashi – Responsável pela Informática da Imprensa Braille da Fundação Dorina Nowill

Carlos Ferreira – Consultor técnico do Ministério da Educação – Portugal
Homenagens especiais

O Prof. Jonir Bechara da Comissão Brasileira de Braille, foi o principal impulsionador do desenvolvimento do programa Braile fácil, e em particular um dos principais motivadores pela criação da versão do transcritor do Braille Unificado Brasil-Portugal, tendo gerado as orientações técnicas mais relevantes sobre o processo de transcrição durante o desenvolvimento deste programa.

Um agradecimento especial ao grupo de transcritores e revisores do Instituto Benjamin Constant e da Fundação Dorina Nowill, pelas críticas construtivas e testes exaustivos do sistema. Graças a estes dedicados e competentes grupos foi possível a criação de um programa bastante robusto e que dá solução para um número enorme de dificuldades inerentes ao processo de impressão Braille.

Nosso agradecimento ao empenho do Analista de Sistemas Carlos Ferreira, pela paciência com que conduziu a especificação dos novos requisitos do Braille Fácil para que este atendesse às características diferenciadas da impressão Braille em Portugal.
Quem é o detentor dos direitos sobre o Braille Fácil?

Os direitos autorais do programa Braille Fácil pertencem ao Instituto Benjamin Constant.

Este programa foi produzido com recursos provenientes do FNDE para os projetos do Livro Didático em braille e dos Centros de Apoio Pedagógico do MEC – Brasil.

Os recursos para as melhorias da versão 3.1a foram obtidas através de um contrato de desenvolvimento com a Fundação Dorina Nowill.

O Braille Fácil é distribuído gratuitamente.

Clique aqui para conhecer o projeto CAP

Envie carta para Antonio Borges

Fonte: http://intervox.nce.ufrj.br/brfacil/

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